Vidraça preferida da torcida, o técnico Domènec Torrent terá pesadelos com a derrota. Uma goleada de 5 a 0 não pode ser tratada como um revés qualquer. Certamente esse resultado pode ser um gatilho para abreviar a passagem do treinador catalão no clube rubro-negro. Um tropeço diante do Barcelona de Guayaquil na próxima terça-feira (22) pode ser fatal para Dome.
A escalação do Flamengo já apontava uma postura mais cautelosa. Dome apostou em Diego para povoar o meio-campo e não em Bruno Henrique para iniciar o jogo. Doce ilusão. O Flamengo não passou nem perto de manter a posse de bola e conseguir cadenciar o jogo. Pelo contrário, o time ficou espaçado e o Del Valle criava uma chance atrás da outra. O primeiro gol exemplifica muito bem isso. Os equatorianos entraram tabelando até Moisés Caicedo finalizar para as redes.
O segundo tempo foi um verdadeiro massacre. Apático, o Flamengo apenas assistiu ao Independiente del Valle marcar um gol seguido do outro. Dome fez substituições para tentar minimizar o domínio equatoriano, mas seus esforços não mudaram o panorama do jogo. Encheu o time de atacantes (Bruno Henrique, Michael e Pedro) e a criação apenas piorou. time equatoriano finalizou 20 vezes, o Flamengo só conseguiu dar cinco chutes ao gol. Apático, o time mal criou e parecia jogar em câmera lenta em meio ao volume de jogo do rival.
Enquanto isso, ao Del Valle bastava chutar à meta de César, que não conseguiu se preparar para a velocidade da bola na altitude. Foi facilmente batido. Arão também teve uma noite para esquecer e sua titularidade é muito questionável. Mas na frente o talento também não apareceu. Se Dome parece ainda não ter entendido o elenco que tem em mãos, os jogadores também não fazem nenhum esforço para isso. A atuação foi desastrosa.
Há uma semana, o Flamengo vencia seu quarto jogo seguido no Brasileirão e não sabia o que era perder há um mês. Mas a casa caiu muito rápido. O revés para o Ceará no último domingo (13) e a sofrível goleada na Libertadores foram mais que suficientes para ligar o sinal de alerta no Ninho do Urubu. A crise bate à porta, e o time precisa responder dentro de campo urgentemente.