Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Olimpíadas de Tóquio

Após 13 anos, final olímpica do vôlei de praia não terá um capixaba

Após derrota em Tóquio, Alison pediu investimento na modalidade. "O mundo está evoluindo e nós estamos parados"

Publicado em 04 de Agosto de 2021 às 07:35

Públicado em 

04 ago 2021 às 07:35
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

A dupla de Vôlei de Praia Alison e Álvaro perdem para dupla da Letônia e são eliminados das Olimpíadas de Tóquio
Aos 35 anos, Alison ainda não decidiu como será o seu futuro no esporte Crédito: Vitor Jubini
Ouro olímpico para Alison e Bruno Schmidt na Rio-2016, prata para Alison e Emanuel em Londres-2012, e prata para Márcio e o capixaba Fábio Luiz nos Jogos de Pequim 2008. Há 13 anos não acontece uma final olímpica do vôlei de praia sem a presença de um atleta nascido no Espírito Santo em quadra, o que vai acontecer nas Olimpíadas de Tóquio.
O que já estava se tornando uma tradição no esporte que entrou no calendário olímpico desde as Olimpíadas de Atlanta, em 1996, será quebrado no Japão após a eliminação de Alison e Álvaro Filho para os letões Martin Plavins e Edgar Tocs por 2 sets a 0, parciais de 21 a 16 e 21 a 19, na noite desta terça-feira (03).
Plavins e Tocs também deixaram Bruno Schmidt e Evandro pelo caminho, o que deixou o Brasil sem um representante capaz de alcançar a final, o que não acontecia desde as Olimpíadas de Sidney, em 2000. Após a derrota, Alison afirmou que o vôlei de praia brasileiro precisa ser repensado.
"Não é só trazer time para o Mundial. É ter um circuito forte, valorizar as comissões técnicas, valorizar o centro de treinamento, valorizar as categorias de base. Quem banca nosso centro de treinamento somos nós, 17 funcionários. O mundo descobriu que o vôlei de praia é um esporte barato e que traz medalha, e o Brasil está parado no tempo. Não são só oito etapas. A gente tem que evoluir, a gente tem que ter mais circuito, mais atletas, temos que incentivar. Nossos técnicos estão indo para quadra ou para outros países. Está uma merda? Não, não está uma merda. Mas precisamos abrir os olhos"
Alison Cerutti - Jogador de vôlei de praia
Alison deixou bem claro que o discurso de investimento não é desculpa para a derrota, é apenas uma análise para entender porque o Brasil está ficando para trás enquanto países menos tradicionais no esporte como Letônia, Alemanha e Rússia estão crescendo. Sobre o jogo ele assumiu os erros e viu o adversário ser melhor.
"Isso não é desculpa para a derrota de hoje. O jogo de hoje é uma outra coisa, perdemos mesmo. A gente sabe o que a gente errou. O Álvaro poderia ter ajudado e eu também. Nós não vamos falar que um jogou mal ou outro. Nosso time não jogou bem. Tivemos uma deconcentração no primeiro set e eles vieram com propósito de não errar e não erraram. Eu errei muitos ataques e fiquei um pouco desconcentrado. Mas isso é alto rendimento. É uma pena".

FUTURO INDEFINIDO

Aos 35 anos e já um veterano no esporte, Alison ainda não decidiu o seu futuro. O capixaba que é dono de duas medalhas olímpicas ainda não sabe se vai vir para o ciclo olímpico Paris-2024. Por enquanto apenas pensa em voltar para a casa e colocar a cabeça no lugar.  
“Sinceramente, de coração, eu volto para a casa agora e para minha família. Não decidi ainda (futuro). O primeiro a saber disso vai ser o Álvaro e depois a minha equipe. Eu só vou continuar um cilo olímpico se eu for competitivo, como eu fui nessa olimpíada apesar de ter perdido. Eu fui bem, cheguei bem fisicamente, fui um dos mais velhos na competição. Se eu me sentir competitivo eu vou ficar. Não vou queimar a minha história só para vir para mais uma Olimpíada”, finalizou.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
As idas e vindas de Lula e Trump: tarifaço, 'química excelente' e Ramagem
Imagem de destaque
Idoso atropelado por caminhão é pai de presidente da Câmara de Barra de São de Francisco
Natália Alves da Silva e o filho dela, Pietro Valentim Alves da Silva, de 6 anos, desapareceram em Alegre
Mãe e filho desaparecem após passeio em Alegre

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados