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Consumo

Publicidade: quem não apoiar a diversidade será cada vez menor

Publicidade mais diversa abre o caminho para consumidores mais conscientes, o que não significa perda de eficiência e vendas

Publicado em 25 de Fevereiro de 2022 às 02:00

Públicado em 

25 fev 2022 às 02:00
Fernando Manhães

Colunista

Fernando Manhães

O efeito pandemia tem provocado muitas mudanças com comportamento e nos hábitos dos consumidores. Estamos experimentando modelos de abordagem publicitárias junto aos clientes e que muitas vezes os resultados não são os esperados. Fomos forçados, de um momento para outro, a nos distanciar das pessoas e muitas vezes também das marcas.
Nunca, na era moderna, a tecnologia foi utilizada com tanta velocidade para aproximar os que estavam distantes e também afastar os que estavam tão perto. Fomos obrigados a nos comunicar com pessoas que estavam do outro lado do mundo e ao mesmo do outro lado da rua.
Nessa complexa engrenagem do branding, os anunciantes voltam os seus olhares para a publicidade. O digital, até então diferencial, virou obrigatório e normal. A disputa por atenção nos canais digitais aumentou muito e os resultados mostram que o digital não faz milagre e não resolve sozinho.
A publicidade está cada vez mais diversa e plural. Os formatos que muitos já preconizavam como obsoletos voltam a ser disputados. Basta observar a performance do meio televisão e das rádios. Ser diferente e se destacar dos outros ainda é o papel mais relevante da contribuição da publicidade como elo entre os consumidores e as marcas.
Ter diversidade significaria dizer que as empresas querem e desejam um novo olhar, novas vivências e consequentemente uma comunicação mais assertiva. Uma comunicação mais transparente, que lide com pessoas diferentes e que pedem para serem tratadas como tal. Como indivíduos e não como números.
Com o tempo essas diferenças foram sendo evidenciadas, mais ainda são pouco representativas na própria comunicação dos anunciantes. Uma geração pós-pandemia pode exigir das marcas novas atitudes e que essas atitudes envolvam causas verdadeiramente legítimas e que tragam um novo significado.
Com uma comunicação mais fragmentada e o aumento da dificuldade de encontrar clientes para comprarem as marcas dos anunciantes, aumenta a oportunidade de utilização de modelos de abordagem de comunicação. Como falar com diferentes consumidores se não convivermos com realidades diferentes?
No mundo de hoje quem não respeitar e apoiar a diversidade de pessoas, de pensamentos e de atitudes será cada vez menor. Na publicidade isso não será diferente. Ela terá que ser cada vez mais diversa, abrindo o caminho para consumidores mais conscientes, o que não significa perda de eficiência e vendas. Muito pelo contrário. As marcas e suas causas farão ainda mais sentido.

Fernando Manhães

É publicitário e escreve sobre suas experiência em Portugal, com foco em consumo e sustentabilidade.

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