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Novas restrições

Covid-19: Portugal retorna ao estado de calamidade pela segunda vez este ano

Todos os passageiros, independentemente da nacionalidade e procedência, terão que apresentar certificado de vacinação e teste negativo para Covid-19

Publicado em 03 de Dezembro de 2021 às 02:00

Públicado em 

03 dez 2021 às 02:00
Fernando Manhães

Colunista

Fernando Manhães

Após atingir a meta de quase 87% da população vacinada, Portugal voltou a enfrentar as restrições por conta da quinta onda da Covid-19. Desde 1º de dezembro, o governo português retornou com medidas para tentar conter a expansão de contaminados no país. Várias medidas que haviam sido liberadas ou relaxadas estão de volta com o regresso à situação de calamidade decretada pelo governo.
O país volta ao estado de calamidade pela segunda vez este ano. Esta medida é o nível mais alto previsto na lei de proteção civil, dentro da possibilidade do governo em adotar medidas sem depender da autorização da Assembleia da República. É importante lembrar que assembleia foi destituída no mês passado, com a reprovação do orçamento do Estado. Assim, os mecanismos de controle precisam ter amparo constitucional, dentro dos limites da Presidência da República e do primeiro-ministro.
Entre as medidas adotadas podemos destacar: o uso das máscaras obrigatórias em todos os espaços fechados, o aumento de testes e a exigência do certificado digital. Neste momento, não foram adotadas medidas de cerceamento na deslocação das pessoas. Entretanto, a apresentação de certificado da vacina será exigida em diversos lugares, como, restaurantes, bares, cinemas, teatros, academias de ginastica, hotéis, boates, grandes eventos e lares de idosos.
Um ponto a ser destacado nesta volta das medidas é a questão do fluxo de pessoas entrando em Portugal. Todos os passageiros, independentemente da nacionalidade e procedência, terão que apresentar certificado de vacinação e teste negativo para Covid-19, inclusive para quem venha da União Europeia. No caso dos passageiros da Zona do Euro, que chegam ao país por via terrestre, basta apresentar o certificado de vacinação.
Outro ponto é que Portugal está atrasado na vacinação do reforço da terceira dose, estando  abaixo da média europeia. Fato que preocupa as autoridades sanitárias portuguesas, tendo em vista o surgimento da variante ômicron e a chegada do inverno. Embora ainda não se saiba exatamente o grau de comprometimento dessa nova mutação do vírus para a saúde, já se sabe que ela é mais transmissível e toda cautela é pouco neste momento.
Desta vez o governo se antecipou com adoção de medidas, para não incorrer no erro do final do ano passado, quando não agiu a tempo, em não interromper o crescimento dos números de casos de contágios, após fazer vista grossa para entrada de portugueses que vivem no exterior e que regressaram a Portugal para passarem as festas de fim de ano com seus familiares. Por enquanto, os voos estão regulares, com exceção para alguns países do continente africano, e todos terão que apresentar teste negativo para Covid-19.

Fernando Manhães

É publicitário e escreve sobre suas experiência em Portugal, com foco em consumo e sustentabilidade.

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