Após atingir a meta de mais de 85% da população vacinada, Portugal entrou na fase do desconfinamento total. Desde 1º de outubro, foram relaxadas as principais medidas que ainda limitavam e restringiam o deslocamento das pessoas. Praticamente tudo está liberado: eventos, shows, teatros, cinemas, escolas, museus, atividades esportivas, restaurantes, sem a limitação de pessoas por espaço, a liberação do uso da máscara em locais abertos ou para pequenos locais fechados e por aí vai.
Um ponto a ser destacado nesta volta à normalidade é a questão do fluxo de pessoas entrando no país. Por exemplo, o caso brasileiro. Com os voos vindos do Brasil liberados, turistas brasileiros não param de chegar, o que permite ao turismo, setor que mais pesa no PIB português, a ensaiar uma discreta recuperação. O aumento do número de voos de várias cidades brasileiras com destino a Lisboa comprova esse fato.
Agora já se percebe, com tudo dando certo de acordo com o previsto, que a economia portuguesa dá sinais de melhora, embora o crescimento ainda esteja abaixo da média europeia. É claro que existe um fator que foi decisivo para esta retomada econômica: a vacinação.
Do ponto de vista econômico, com a aceleração da vacinação e a redução de contágios e internações é visível a recuperação de alguns segmentos. O setor imobiliário encabeça essa lista. Demonstrando forte resiliência em relação a tudo que passou durante os períodos mais críticos da pandemia. Importante frisar que foi um dos setores que não interrompeu suas atividades, em nenhum momento, desde o início da pandemia.
Entretanto, é preciso total atenção nessa última etapa do desconfinamento. No final do ano passado, o governo português errou ao não agir a tempo ou mesmo em não interromper o crescimento dos números de casos de contágios, após fazer vista grossa para entrada de portugueses que vivem no exterior e que regressaram a Portugal para passarem as festas de fim de ano com seus familiares.
É preciso ficar atento para que não se cometa o mesmo erro e para que não se envie sinais equivocados para população. Mesmo porque, segundo os especialistas da área de saúde, uma eventual quinta onda ainda não pode ser totalmente descartada.