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Covid-19

Com quase tudo liberado, Portugal tenta voltar à normalidade

Um ponto a ser destacado nesta volta à normalidade é a questão do fluxo de pessoas entrando no país.  Com os voos vindos do Brasil liberados, turistas brasileiros não param de chegar

Publicado em 08 de Outubro de 2021 às 02:00

Públicado em 

08 out 2021 às 02:00
Fernando Manhães

Colunista

Fernando Manhães Fernando Manhães
Praça do Rossio, em Portugal
Praça do Rossio, em Portugal Crédito: Shutterstock
Após atingir a meta de mais de 85% da população vacinadaPortugal entrou na fase do desconfinamento total. Desde 1º de outubro, foram relaxadas as principais medidas que ainda limitavam e restringiam o deslocamento das pessoas. Praticamente tudo está liberado: eventos, shows, teatros, cinemas, escolas, museus, atividades esportivas, restaurantes, sem a limitação de pessoas por espaço, a liberação do uso da máscara em locais abertos ou para pequenos locais fechados e por aí vai.
Um ponto a ser destacado nesta volta à normalidade é a questão do fluxo de pessoas entrando no país. Por exemplo, o caso brasileiro. Com os voos vindos do Brasil liberados, turistas brasileiros não param de chegar, o que permite ao turismo, setor que mais pesa no PIB português, a ensaiar uma discreta recuperação. O aumento do número de voos de várias cidades brasileiras com destino a Lisboa comprova esse fato.
Agora já se percebe, com tudo dando certo de acordo com o previsto, que a economia portuguesa dá sinais de melhora, embora o crescimento ainda esteja abaixo da média europeia. É claro que existe um fator que foi decisivo para esta retomada econômica: a vacinação.
Do ponto de vista econômico, com a aceleração da vacinação e a redução de contágios e internações é visível a recuperação de alguns segmentos. O setor imobiliário encabeça essa lista. Demonstrando forte resiliência em relação a tudo que passou durante os períodos mais críticos da pandemia. Importante frisar que foi um dos setores que não interrompeu suas atividades, em nenhum momento, desde o início da pandemia.
Entretanto, é preciso total atenção nessa última etapa do desconfinamento. No final do ano passado, o governo português errou ao não agir a tempo ou mesmo em não interromper o crescimento dos números de casos de contágios, após fazer vista grossa para entrada de portugueses que vivem no exterior e que regressaram a Portugal para passarem as festas de fim de ano com seus familiares.
É preciso ficar atento para que não se cometa o mesmo erro e para que não se envie sinais equivocados para população. Mesmo porque, segundo os especialistas da área de saúde, uma eventual quinta onda ainda não pode ser totalmente descartada.

Fernando Manhães

Fernando Manhães Fernando Manhães

É publicitário e escreve sobre suas experiência em Portugal, com foco em consumo e sustentabilidade.

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