O mundo ainda conhece pouco do Brasil. Essa é uma frase pouco dita, que claramente pode identificar o desconhecimento que o mundo tem sobre o mercado brasileiro. Culpa de quem? Nossa. O fato de sermos pouco conhecidos e vivermos de exceções reconhecidas pelo mundo demonstra que o Brasil navega na periferia do mundo e, infelizmente, muitas vezes associado à ideia de tragédias e violências. Ainda somos percebidos como um país inseguro e desconhecido.
O Brasil precisa ser redescoberto, primeiro por nós mesmos e depois pelo mundo. Somos a oitava economia mundial. Pensamos e agimos como um país sem relevância econômica. Como um país em desenvolvimento, cuidamos mal dos mais pobres e estamos no patamar dos mais instáveis para se investir. Um país que se orgulha de sua dimensão territorial e riquezas naturais, mas incapaz de lidar com os problemas advindos do seu tamanho, como por exemplo, cuidar do meio ambiente.
Um país que é incompetente, incapaz de atrair mais turistas. Recentemente, realizamos uma Copa do Mundo e uma Olimpíada e, mesmo assim, somos um fiasco na atração de turistas estrangeiros. Infelizmente isso não é de hoje. Enquanto o mundo cresce, o Brasil patina. A França recebe pouco menos de 80 milhões de turistas no ano e o nosso vizinho Uruguai pouco menos de 3 milhões de turistas. Enquanto isso, o Brasil atrai menos de 6 milhões. Fico me perguntando, como pode o pequenino Uruguai receber quase a metade de turistas que nós recebemos? O Brasil com tanto para mostrar e tão pouco visitado? A resposta não é simples: os problemas são complexos.
E tudo começa por nós. Temos uma percepção equivocada de que, por conta do futebol, da Amazônia e do carnaval, somos muito conhecidos. Não, não somos. Cada brasileiro deveria se transformar em um embaixador do nosso país lá fora e aqui dentro, receber o turista muito bem, para que volte recomendando o Brasil.
Por outro lado, nossos problemas estruturais são enormes. A falta de uma cultura turística, logística adequada, tributação ajustada, estrutura turística montada, promoção turística no exterior e falta de um plano nacional estratégico de promoção do país são pontos de atenção que necessitam ser pensados ou revistos. Entretanto, são questões que levam à necessidade imperiosa por investimentos.
Quando falamos do Espírito Santo, a situação é ainda pior. Somos um estado sem ligação com o turista internacional. As tentativas ocorridas no passado, como o voo internacional para Argentina e os cruzeiros que aportavam no porto de Vitória, não vingaram. O turismo não é prioridade para o governo estadual. Ainda hoje, muitos brasileiros nem sabem em que região fica o Espírito Santo.
Por fim, o desafio é enorme. Não cabe mais sermos dependentes do governo. Somos personagem principal. Isso é uma realidade. Precisamos nós, brasileiros, assumirmos o protagonismo de divulgadores do nosso país. Cobrando mais dos nossos políticos e governos. Arrumando a casa. Evidenciando as nossas potencialidades e, quem sabe aí, conseguirmos colocar luz e atrairmos novos turistas, para esse gigante chamado BRASIL.