Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Política

Acorda, presidente: confiança da sociedade está se dissipando

Para salvar o que resta de seu governo e ajudar o Brasil a superar a Covid-19, Bolsonaro deveria usar a receita política universal. Aproximar-se do Congresso e construir um programa comum com uma maioria estável

Publicado em 15 de Abril de 2020 às 05:00

Públicado em 

15 abr 2020 às 05:00
Delfim Netto

Colunista

Delfim Netto

O presidente da República,Jair Bolsonaro, participa do lançamento da nova linha de crédito imobiliário com taxa fixa da Caixa Econômica Federal
O presidente da República,Jair Bolsonaro, durante o lançamento da nova linha de crédito imobiliário com taxa fixa da Caixa  Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil
presidente recusa toda a evidência empírica e aceita, sem análise crítica, as diferenças identitárias que são próprias da natureza humana. Venceu as eleições ajudado por uma mensagem simples e forte: "Vamos mudar tudo o que está aí". Com ela e alguma ajuda da tecnologia, somada a um acidente aleatório (uma facada) que, com o apoio da sociedade, o poupou dos corrosivos debates em que teria de explicar como realizaria a mudança, venceu o "establishment" político sem ter de enfrentá-lo.
A partir da posse, com a pior Casa Civil de toda a história da República, pôs os pés pelas mãos, o que resultou em perigosas dúvidas sobre a sua crença no Estado democrático de Direito, imposto pela Constituição de 1988.
Mesmo não aceitando nenhuma das evidências empíricas, Bolsonaro não pode e não deve ignorar que a confiança que recebeu da sociedade que o elegeu parece estar se dissipando. Ainda que veja nelas um instrumento conspiratório, deveria, para seu próprio bem e do Brasil, levá-las em conta. Por exemplo, com todos os seus problemas, a pesquisa mensal Ipespe (divulgada pela XP Investimentos), feita por telefone com uma amostra aleatória sobre um "frame" muito próximo ao perfil da sociedade brasileira, é um aceitável indicador da evolução dos seus sentimentos.
Ela revela, depois do mês de maio de 2019, uma forte estabilidade das respostas "regular" e "não sabe", em torno de 30%, o que talvez nos permita avaliar a evolução do apoio a Bolsonaro, comparando no tempo as respostas ótimo/bom com as ruim/péssimo.
No mês da posse, janeiro de 2019, tínhamos ótimo/bom = 40% e ruim/péssimo = 20%, ou seja: 70% (40%/60%) ótimo/bom, contra 30% (20%/60%) ruim/péssimo, muito próximo do resultado eleitoral das urnas. Como evoluiu essa relação? A tabela abaixo mostra:
Avaliação de Bolsonaro
Avaliação de Bolsonaro Crédito: Folhapress
Para salvar o que resta de seu governo e ajudar o Brasil a superar a Covid-19, Bolsonaro deveria usar a receita política universal. Aproximar-se do Congresso e construir um programa comum com uma maioria estável e administrar o país partilhando o poder com ela. Talvez seja apenas desejo, mas creio que há alguma esperança com a Casa Civil entregue, agora, a um comprovado administrador, o general Braga Netto.

Delfim Netto

Delfim Netto é um dos colunistas de A Gazeta

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Flávio Bolsonaro, senador
Flávio Bolsonaro promete criar 500 mil vagas em presídios em 4 anos e zerar déficit carcerário
A marca apresenta McOferta com blister de molho do Big Mac em edição limitada
Mcdonald’s traz grandes craques da Copa do Mundo em campanha com McOferta especial em copos exclusivos
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e senador Jacques Wagner
Alcolumbre é solidário a Jaques Wagner: 'Todos temos que ter presunção de inocência'

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados