Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Pós eleições

Democracia brasileira precisa ser protegida e aprimorada

Atos antidemocráticos já apontam que o presidente eleito não terá facilidade na missão de pacificar o país

Públicado em 

11 nov 2022 às 02:00
Caio Neri

Colunista

Caio Neri

Os protestos supostamente financiados por empresários após a derrota do presidente Jair Bolsonaro nas eleições deste ano são provas do quanto a democracia brasileira precisa ser protegida e aprimorada. É fundamental em qualquer regime democrático que os candidatos menos votados tenham a honradez de reconhecer a vitória de seu adversário, notadamente quando inexistem provas de que o processo eleitoral tenha sido fraudado.
Do contrário, há o sério risco de sempre que um grupo mais violento ou mais poderoso economicamente for derrotado, tente, por força bruta ou pela rapacidade, subverter o resultado advindo da escolha da maioria do eleitorado. Mesmo em face a diversas notícias de pressões eleitorais por parte de bolsonaristas e do rombo no orçamento para tentar inflar a candidatura à reeleição, Lula ganhou as eleições e por um motivo simples: teve mais votos!
Esses movimentos já apontam que o presidente eleito não terá facilidade na missão de pacificar o país e esse intuito civilizatório carece a muitos dos adeptos ao bolsonarismo mais fundamentalista, basta ver as cenas teratológicas que parecem ter sido extraídas de uma ficção: o bolsonarista preso na frente de um caminhão em movimento, a entoação do hino nacional a um pneu, a comemoração da desinformação da hipotética prisão do ministro Alexandre de Moraes, e por aí vai.
O mais curioso é que os mesmos que querem que se fechem as rodovias e se pare o país para tentar mudar o resultado das eleições são justamente aqueles que, mesmo nos momentos mais duros e difíceis da pandemia da Covid-19, insistiam em dizer que era apenas um “mi-mi-mi” e que o “fica em casa” seria para os fracos que queriam prejudicar o Brasil quebrando nossa economia.
Ora bem, no caso das medidas restritivas no auge da pandemia, a justificativa era a preservação de vidas. Enquanto nos atos antidemocráticos, os bolsonaristas têm o afã de, como criança mimada, não aceitar o legítimo resultado das urnas, ainda que esse descontentamento leve, por exemplo, à perda de um coração que estava destinado a um transplante.
A higidez do processo eleitoral e a total confiabilidade das urnas eletrônicas já foram aferidos e avaliados pelos mais diversos órgãos e mecanismos nacionais e internacionais. A eleição está decidida e o resultado deve ser respeitado, ainda que se opte pela posição de oposição responsável e crítica ao presidente eleito.

Caio Neri

É graduado em Direito pela Ufes e assessor jurídico do Ministério Público Federal (MPF). Questões de cidadania e sociedade têm destaque neste espaço.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Jovem de 22 anos é morta a tiros no meio da rua em Colatina
Imagem de destaque
Preço dos imóveis residenciais sobe 0,93% em fevereiro e acumula alta de 19,7% em 12 meses
Imagem de destaque
PF mira grupo que aliciava menores e promovia festas com drogas no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados