Otimista com a recuperação da economia nacional, a capixaba VTO Polos Empresariais, do ramo de desenvolvimento urbano empresarial, planeja investir R$ 110 milhões nos próximos três anos em negócios no Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais. Para este ano, a empresa vai lançar empreendimentos na Serra (ES) e em Pindamonhangaba (SP). No ano seguinte, será a vez de Cuiabá (MT), e em 2022 Belo Horizonte (MG).
O diretor-geral Alexandre Schubert projeta um crescimento de 20% neste ano e de 30% em 2021.
"Os investimentos empresariais ficaram estagnados de 2014 a 2018 em função do momento de crise que o país vivia. Agora, a economia está mais estável, o dinheiro mais barato e aconteceram algumas reformas estruturantes, como a da Previdência. Tudo isso deve impulsionar o mercado de forma muito intensa"
Para o empresário, o país tem grande potencial de consumo e uma vasta demanda por investimentos em infraestrutura. Por isso, ele pondera que a VTO está atenta a esses movimentos Brasil afora e comenta que a escolha pelos locais para implantar loteamentos voltados para médias e grandes companhias foi baseada nos novos negócios que devem ser realizados nos próximos anos nessas regiões.
"Fizemos um planejamento estratégico e mapeamos onde vão acontecer os grandes fenômenos econômicos nos segmentos que atendemos", explicou ao citar que no caso do empreendimento de Cuiabá o objetivo será de atender a agroindústria.
Para Schubert, o Brasil passará por um momento desenvolvimentista e de muitas oportunidades e reformas. Mas destaca que para aproveitá-los da melhor maneira possível é fundamental que a sociedade "reveja posicionamentos e seja capaz de ampliar o diálogo para superar as diferenças".
PERFIL
- Nome: Alexandre Schubert
- Empresa: VTO Polos Empresariais
- No mercado: Há 10 anos
- Negócio: Desenvolvimento urbano empresarial
- Atuação: Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso, Santa Catarina, Minas Gerais e Pernambuco
- Funcionários: 80 entre diretos e terceirizados
JOGO RÁPIDO COM QUEM FAZ A ECONOMIA GIRAR
Economia:
Apresenta sinais de crescimento sustentável e estamos com ótimas perspectivas para 2020.
Pedra no sapato:
A burocracia.
Tenho vontade de fechar as portas quando:
Os extremos não se entendem em função das ideologias.
Solto fogos quando:
Nossos funcionários e clientes estão felizes com os resultados.
Se pudesse mudar algo no meu setor, mudaria:
Faria com que os prazos para aprovações de projetos e licenciamentos se tornassem mais curtos.
Minha empresa precisa evoluir em:
Inovação. É importante fazer diferente e desenvolver produtos. As novas demandas vão exigir mais inovações.
Se começasse um novo negócio seria:
Numa economia mais digitalizada,
indo mais para a área de Tecnologia
da Informação (TI).
Futuro:
O mundo vive um momento de grandes expectativas e de aprender a reconversar. O desafio é fazer com que as diferenças se encontrem. Para a nossa empresa, esperamos crescer 20% em 2020 e 30% em 2021.
Uma pessoa no mundo dos negócios que admiro:
O empresário Leonardo de Castro, acho ele objetivo e obstinado.