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Combate à Covid-19

Governo do ES começa a monitorar celulares para conter pandemia

Governo do Estado aderiu ao Mapa de Calor produzido pelas quatro maiores operadoras de telecom do país e vai usar ferramenta para auxiliar na tomada de decisões contra o coronavírus

Publicado em 05 de Maio de 2020 às 05:00

Públicado em 

05 mai 2020 às 05:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Torres de telefonia
Torres de telefonia Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
governo do Espírito Santo iniciou o monitoramento de celulares como mais uma alternativa no combate ao novo coronavírus. Desde o dia 28 de abril,  o Estado aderiu ao chamado Mapa de Calor, uma ferramenta produzida pelas quatro maiores operadoras de telecom do país - Vivo, Claro, Oi e Tim - para medir aglomerações e movimentações durante a pandemia da Covid-19.
A informação é do presidente-executivo do SindiTelebrasil, Marcos Ferrari. À coluna, ele contou em primeira mão que o Espírito Santo passou a ser um dos oito entes da federação a adotar o instrumento de auxílio ao controle da doença. Além do governo capixaba, entre as gestões que já utilizam o Mapa de Calor estão:  São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia, Pará, Paraíba e Alagoas.
De acordo com Ferrari, a ferramenta pode ser usada em todo o país, mas, para isso, é necessário que o ente público demonstre interesse e solicite o acesso. Ele precisa ainda assinar um acordo de cooperação técnica e um termo de responsabilidade e confidencialidade.
Além do governo federal e dos governos estaduais, podem aderir ao mapa as capitais e os municípios com mais de 500 mil habitantes. Dessa forma, aqui no Estado, somente as cidades de Vitória e Serra estão aptas. Mas até a noite de segunda-feira (4), nenhuma das duas havia solicitado a adesão. 
O presidente-executivo do SindiTelebrasil explica que os governos terão acesso a informações que ajudam a avaliar o nível de isolamento em seus Estados. Segundo ele, é possível identificar se está acontecendo um grande fluxo de movimentação entre bairros e cidades e também se há aglomerações em determinada área. 
Marcos Ferrari é presidente-executivo do SindiTelebrasil Crédito: SindiTelebrasil/Divulgação
"O Mapa de Calor permite que o gestor adote políticas públicas mais eficientes. Uma vez que ele tem acesso aos dados de isolamento, ele pode maximar a eficiência das suas ações, por exemplo, para avaliar se deve apertar ou afrouxar a quarentena. Mas é importante destacar que ele apenas tem acesso às informações. Não pode manipulá-las. E a base é formada por dados agregados. Não há compartilhamento, nem exposição de dados pessoais"
Marcos Ferrari - presidente-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil)
O tema relacionado ao compartilhamento das informações pelas operadoras chegou a gerar polêmica logo que a ideia foi divulgada. Muitas pessoas temiam que seus dados pessoais fossem expostos. Mas Marcos Ferrari diz que a iniciativa não oferece riscos para a privacidade e compara a situação com uma catraca de metrô.  
"Estamos falando apenas de uma estatística. É como acontece no metrô. Pessoas passam pelo local o tempo todo. Mas, ao final do dia, o administrador sabe quantas pessoas passaram na catraca, mas não sabe quem passou", pondera ao citar que  a expectativa é que a base de dados fique disponível até o final de junho, podendo ser postergada caso haja necessidade.
Os dados do Espírito Santo serão relativos a aproximadamente 3,9 milhões de chips telefônicos e, assim como nas demais localidades,  serão repassados com um dia de atraso de modo aglomerado e anonimizado. 
O representante das operadoras de telefonia acrescenta que a iniciativa foi desenvolvida em conjunto pelo setor e de forma gratuita. Segundo ele, a experiência que essas empresas tiveram em outros países onde atuam, como da Europa, ajudou a definir estratégias para adoção de iniciativas no Brasil, entre elas o Mapa de Calor, que levou entre 15 e 20 dias para ser desenvolvido. 

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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