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Mercado de crédito aquecido

Financiamento de imóveis no Banestes em 2021 já supera todo o ano de 2020

Em apenas cinco meses, o banco estadual registrou 330 operações de crédito imobiliário a mais do que ao longo dos 12 meses do ano passado

Públicado em 

07 jun 2021 às 02:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Imóveis e dinheiro vivo estão entre os bens declarados pelos candidatos do ES
Procura por crédito imobiliário disparou no Banestes Crédito: Getty Images
Em apenas cinco meses, o Banestes já bateu a marca de financiamentos imobiliários de todo o ano de 2020. É o que contou à coluna o diretor de negócios e recuperação de ativos da instituição, Hugo Gaspar.
Neste ano, foram contratadas 955 operações de crédito imobiliário no banco, que totalizaram R$ 249,4 milhões, enquanto nos 12 meses de 2020 foram realizadas 625 operações representando um total de R$ 151,6 milhões, ou seja, 330 negócios e quase R$ 100 milhões a mais.
O volume de recursos voltados para essa categoria de empréstimo em 2021 foi 264,6% maior do que no mesmo período de 2020. Nos cinco primeiros meses do ano passado, o Banestes contabilizou R$ 68,4 milhões em operações de financiamento imobiliário.
O executivo comemorou os resultados. Para ele, a alta na demanda está ligada à retomada do segmento, que foi diretamente influenciado pelo patamar da taxa de juros do país, que continua em um dos seus níveis mais baixos da história, a 3,5% ao ano. Outro fator mencionado por Gaspar são os novos desejos dos consumidores em meio ao cenário de pandemia do novo coronavírus.
"Além desse momento com juros mais baixos e condições mais interessantes para o tomador de empréstimo, o fenômeno da pandemia nos trouxe novos hábitos, inclusive nos nossos lares. Isso fez com que muitas pessoas passassem a ter o desejo de dar um 'upgrade' no imóvel que moram. No Banestes, a gente percebe essa demanda de clientes que já têm a casa própria, mas que estão fazendo um financiamento para trocar o imóvel."
De acordo com o diretor do banco, pessoas físicas e jurídicas de 71 municípios capixabas procuraram a instituição para financiar a compra da casa própria ou de algum bem com o objetivo de investir, sendo que a maioria dos tomadores, 95%, é composta por pessoas físicas.
Ele informou também que dos imóveis financiados 70% estão localizadas na região da Grande Vitória e 30% em municípios do interior capixaba. E que o tíquete médio do crédito na instituição financeira está na casa dos R$ 250 mil.
Prédios e casas em Vitória vistos a partir do Morro da Marinha, em Vila Velha
Prédios e casas em Vitória vistos a partir do Morro da Marinha, em Vila Velha Crédito: Fernando Madeira

DEZ MIL FAMÍLIAS NO ES TÊM POTENCIAL DE REDUZIR DÍVIDA COM IMÓVEL

O diretor de negócios e recuperação de ativos do Banestes, Hugo Gaspar, chamou a atenção também para o fato de o atual momento, de juros baixos, ser propício para quem já tem um financiamento imobiliário há mais tempo.
Ele destaca que muitas pessoas que contrataram crédito quando a Selic, taxa básica de juros, estava na casa dos dois dígitos, podem fazer a portabilidade do financiamento de uma instituição para outra. 
"A portabilidade bancária é uma mega oportunidade. Existem milhares de  financiamentos imobiliários que foram feitos à luz da Selic a 12%, 13%, 14% ao ano. E hoje a taxa é de 3,5%. Imagina a diferença dos juros oferecidos agora e no passado. Quando você traz para hoje um financiamento realizado há cinco anos dá uma diferença brutal no saldo devedor e no valor da prestação."
O executivo do Banestes citou que um relatório do Banco Central mostrou que no Brasil existem  493 mil tomadores, o equivalente a R$ 64 bilhões em empréstimos, pagando taxas de mais de 10% ao ano.  
"Se trouxermos esses números para o Espírito Santo, teríamos algo em torno de 10 mil famílias, com um saldo de cerca de R$ 1,3 bilhão, com potencial de reduzir suas prestações e o saldo devedor imobiliário"
Hugo Gaspar - Diretor de negócios e recuperação de ativos do Banestes
Para ele, fazer a portabilidade pode ajudar as pessoas a descomprometerem a renda ou mesmo direcioná-la para aquisição de um novo imóvel e irrigar a economia.  

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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