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Fim de ano

Querido Papai Noel

Pedi ao meu avô que faça alguns pedidos importantes. Primeiro, que todos que fazem ceia e trocam presentes que ajudem para que mais pessoas possam ter uma boa refeição e ganhem algum mimo de fraternidade

Publicado em 11 de Dezembro de 2024 às 23:00

Públicado em 

11 dez 2024 às 23:00
Arlindo Villaschi

Colunista

Arlindo Villaschi

Minha mãe falou que a gente costuma escrever carta para o senhor pedindo coisas para deixar junto ao sapato na árvore de Natal. Eu vou pular essa parte porque como sei que vou ganhar muitos presentes dos pais, avós, tios e amigos, acho que qualquer coisa a mais só vai complicar a vida dela na hora de fazer as malas de volta para casa.
Mas pedi ao meu avô que faça alguns pedidos importantes. Primeiro, que todos que fazem ceia e trocam presentes que ajudem para que mais pessoas possam ter uma boa refeição e ganhem algum mimo de fraternidade. Um livro, uma caixa de lápis de cor, uma boneca, uma bola alegram qualquer criança, mas principalmente quem não tem isso em casa. Uma roupa, um sapato, um perfume qualquer adolescente, adulto e idoso gosta, principalmente quando dado com carinho e afeto.
Além desses mimos para pessoas, acho que a celebração do nascimento de Cristo merece fazer a gente pensar maior e de acordo com os ensinamentos Dele e de tantos outros mestres que inspiram pessoas mundo afora. Pensar em como o mundo pode ser melhor sem guerras, desde as enormes até aquelas de diversos tipos que atingem de forma específica pessoas só por causa da raça, da orientação sexual, da religião, da renda etc. delas. É preciso pensar com a cabeça, sentir com o coração e colocar mãos e inteligência para mudar isso. E para quem diz que ‘sempre foi assim’, peço sua ajuda na campanha ‘mas pode mudar’.
Pensar em como o mundo pode ser melhor já e a cada dia daqui para frente se todos se sensibilizarem com uma ideia muito simples: todos os seres vivente somos interconectados. Ou seja, da mesma forma que temos que respeitar o direito ao bem viver para humanos, é preciso pensar e agir em favor de tudo o que temos de natureza.
Natureza que ainda resiste a tanta depredação desde que humanos colocaram na cabeça o equivoco de que somente eles são filhos de Deus e que tudo o mais que Ele criou é para ser explorado em benefício de alguns poucos. Como se animais, plantas, águas, terras e ar fossem criação de algum ser inferior.
Todos, principalmente nós mais privilegiados financeira e educacionalmente, precisamos entender racionalmente e sentir com o coração que inexiste riqueza econômica que compense a biodiversidade perdida; águas poluídas; terras contaminadas com agrotóxicos e lixo; e ar poluído. Nesse entendimento e nesse sentir nós temos muito a aprender com povos nativos do mundo inteiro. Aprender a entender, sentir e agir como eles, que fazem isso desde sempre.
Acho que tudo isso tem que começar mais perto de onde a gente vive. Essas conferências mundiais buscando grandes soluções até hoje conseguiram muito pouco diante dos avanços da depredação da natureza. Por isso, acho que precisamos buscar soluções menores, mas que permitam a todos, desde pessoas nos meus dois anos até gente mais velha do que meu avô, sentir as coisas mudarem onde moramos, trabalhamos, vivemos.
Aborrecido com o descaso com o meio ambiente, Papai Noel pode ser a grande ausência deste ano no ES
Papai Noel Crédito: Freepik
Tem gente que acha que isso só ajuda no adiamento do fim do mundo. Eles podem até ter razão, mas acredito que mais vale agir de pouco em pouco do que ter a triste ideia de que nada pode ser feito.
Concordo que é até irresponsável acreditar em utopias, mas acho que vale acreditar e agir em doses homeopáticas porque elas podem resultar em algo melhor do que as distopias do nosso dia a dia.
Paz e bem, bom velhinho, para você e todos os seres viventes. Feliz 2025!
PS – dá uma ajuda na campanha pela manutenção das Unidades de Conservação no Espírito Santo como santuários de seres viventes onde o animal homem só deve ir como visitante que respeita e preserva o que ainda resta de natureza em terras capixabas. Resorts, restaurantes, salão de festas, tirolesas e outros penduricalhos já têm o bastante por aqui. O que eu e toda a meninada queremos é o direito de no futuro podermos estar em um lugar onde possamos aprender a importância de animais e plantas para nós mesmos, para nossos filhos, netos e quem vier depois deles.

Arlindo Villaschi

É professor Ufes. Um olhar humanizado sobre a economia e sua relação com os avanços sociais são a linha principal deste espaço.

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