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Cidades

Além do coronavírus, minha preocupação é com o futuro da Enseada do Suá

É fundamental que a prefeitura considere que muitos dos impactos negativos do empreendimento na região serão definitivos e que a cidade ficará obrigada a conviver com eles para sempre

Públicado em 

06 mar 2020 às 05:00
Alvaro Abreu

Colunista

Alvaro Abreu

Vista aérea de prédios de Vitória, na Enseada do Suá Crédito: Luciney Araújo
Depois das férias com a casa cheia e mais uma cirurgia, passei os últimos 20 dias em repouso quase absoluto, diante da TV. Por pouco fiquei viciado em séries repletas de bandidos e mocinhos, mortes escabrosas e drogas em profusão. Sorte que também assisti uma outra sobre as peripécias de uma menina canadense que perdeu os pais ainda bebê.
Lá fora, correu um tempo de muitas chuvas, enchentes e tragédias de verão, carnaval animado, morte de miliciano relevante, ameaças ao Congresso e, mais do que tudo, de coronavírus.
A enxurrada de notícias sobre o assunto foi tamanha que me recusei a continuar a ouvir homens de governo, autoridades internacionais, pesquisadores, gente medrosa com máscaras e suas instruções de como evitar contágio e propagação. O noticiário faz pensar que, em várias partes do mundo, um pânico do tipo politicamente correto se alastra mais rapidamente do que o vírus.
Os casos de contaminação já confirmados dão a dimensão real do problema por aqui. Sou dos que acreditam que o nosso sistema de saúde pública é perfeitamente capaz de dar conta dessa epidemia.
Chamou minha atenção uma notícia de grande interesse para os muitos que continuarão a viver em Vitória: estão pretendendo construir torres de 40 andares para abrigar 500 apartamentos e muitas salas comerciais. Até aí, nada demais, desde que fossem erguidas lá pras bandas da Rodovia do Contorno ou no caminho de Jacaraípe. A danação é que estão querendo fazer isso ali na Praia do Suá, naquela quadra que foi ocupada pelo Banco do Brasil, cercada por ruas estreitinhas, último terreno sem prédios altos naquela área.
Passo por ali com boa regularidade pra levar o neto pra pescar no atracadouro, ir ao Hortomercado, comprar peixe, tomar vacina no posto de saúde. Pra quem vem do norte naquele trecho da avenida, é a única alternativa de retorno e de acesso ao estacionamento da Praça do Papa, à Capitania do Portos, ao Sebrae e tudo o mais.
É fundamental que a PMV considere que muitos dos impactos negativos do empreendimento serão definitivos e que a cidade ficará obrigada a conviver com eles para sempre.

Alvaro Abreu

É engenheiro de produção, cronista e colhereiro. Neste espaço, sempre às sextas-feiras, crônicas sobre a cidade e a vida em família têm destaque, assim como um olhar sobre os acontecimentos do país

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