Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Coronavírus tornou crescimento em 2020 'mais desafiador', diz ministério
Coronavírus no Brasil

Coronavírus tornou crescimento em 2020 'mais desafiador', diz ministério

O Ministério da Economia, diz que ainda não é possível saber qual será a magnitude e a duração do surto, o que 'dificulta um cálculo de seus impactos econômicos

Publicado em 04 de Março de 2020 às 14:36

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 mar 2020 às 14:36
A doença do coronavírus reduz as perspectivas de crescimento mundial  Crédito: Pixabay
O Ministério da Economia afirmou em nota nesta quarta-feira, 4, que epidemia do novo coronavírus tornou o cenário para o crescimento em 2020 "mais desafiador". Isso ocorre em função da doença reduzir as perspectivas de crescimento mundial e adicionar incertezas acerca da evolução dos termos de troca à frente, disse o ministério. A pasta, comandada por Paulo Guedes, pontua que não se sabe qual será a magnitude e a duração do surto, o que "dificulta um cálculo preciso de seus impactos econômicos".
"É importante destacar que os governos e os bancos centrais ao redor do mundo estão provendo estímulos fiscais e monetários para atenuar os impactos do coronavírus", destacou a pasta.
O ministério coloca, por outro lado, que fatores que irão contribuir para um crescimento "maior neste ano", citando medidas que buscam melhorar a alocação de recursos na economia, que, segundo a pasta, tendem a produzir "efeitos maiores".
A pasta também afirma que a consolidação do ajuste fiscal deverá permitir a continuidade do processo de substituição do setor público pelo setor privado.
"O investimento deve acelerar, puxado pela redução na taxa de juros, aumento da lucratividade das empresas e expansão do crédito. O prosseguimento da agenda de reformas também pode contribuir nesta direção. Os dados do início do ano indicam que a confiança industrial segue em recuperação e os dados de mercado apontam para uma retomada robusta do emprego, fortalecendo o cenário de redução no desemprego ao longo do ano", salientou a Pasta.

'MELHORA SUBSTANCIAL '

Em nota informativa para comentar o resultado do PIB em 2019, que teve crescimento de 1,1%, o Ministério da Economia destacou que a composição do PIB indica uma "melhora substancial", com "aumento consistente do crescimento do PIB privado e do investimento privado".
Para a pasta, isso mostra que a economia passa a mostrar dinamismo independente do setor público. O ministério também pontuou ser "fundamental" a continuidade da agenda de reformas para a consolidação da retomada da economia. "A agenda de reformas consolidando o lado fiscal e combatendo a má alocação de recursos mostra ser a estratégia adequada, e sua continuidade é fundamental para a consolidação da retomada da economia."
O comunicado do ministério comandado por Paulo Guedes aponta também que indicadores do mercado de trabalho e de crédito do setor privado mostram aquecimento com os "melhores resultados desde 2013", e que o segundo semestre de 2019 teve crescimento anualizado de 2,3%, sendo o melhor segundo semestre desde 2013. "Após um primeiro trimestre com crescimento baixo, diante de seguidos choques negativos (tragédia de Brumadinho, crise na Argentina e intempéries climáticas), o crescimento voltou a apresentar um ritmo de recuperação consistente", afirmou o ministério.
Do lado da demanda, a nota destacou o crescimento dos investimentos (2,2%) e do consumo das famílias (1,8%), enquanto que o gasto do governo se retraiu em 0,4%. Já sob a ótica da oferta, o ministério pontua que o crescimento em 2020 foi puxado principalmente pelo crescimento dos serviços (1,3%) e da agropecuária (1,3%).
"O aumento do consumo das famílias e do investimento, e acompanhado pela redução no consumo do governo reforçam a tendência de crescimento do PIB privado em substituição do setor público", disse a pasta.
O ministério coloca que, embora a formação Bruta de Capital Fixo agregada em 2019 tenha ficado em patamar inferior ao ocorrido em 2018, "há evidências de que o investimento privado no ano passado (com os dados acumulados em 12 meses até o 3º trimestre de 2019) cresceu acima do valor realizado em 2018".
Para a pasta, os resultados melhores do setor privado são reflexos da política econômica que foca no aumento da produtividade, corrigindo a má alocação de recursos e fortalecendo a consolidação fiscal, afirma. "O crescimento mais robusto no segundo semestre já reflete os efeitos, embora parciais, das mudanças no FGTS e a queda da inflação e dos juros, como consequência de menor concorrência no setor público na atividade e na poupança nacional", diz.

CHOQUES 

A nota citou ainda que o ano de 2019 foi marcado por choques adversos na economia, como a guerra comercial entre EUA e China, que, pontua o ministério, reduziu o crescimento global no ano passado, "levando a uma menor demanda de bens de exportação brasileiros e um menor apetite por investimentos no país". "A continuidade do ajuste fiscal, o encaminhamento de reformas estruturais e as medidas adicionais de correção da má alocação dos recursos na economia foram fundamentais para pavimentar um caminho de maior crescimento e seus efeitos devem repercutir com maior intensidade nos próximos anos."
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
A história de como uma sobrevivente de violência sexual do século 15 buscou justiça
Carolina Ferraz
'Privilégio viver para ver esse dia', diz Carolina Ferraz ao anunciar nascimento do primeiro neto
Mulher na menopausa
Confundido com a menopausa, TDAH em mulheres leva até 4 anos para ser diagnosticado

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.