A Decolores, de Cachoeiro de Itapemirim, é a primeira empresa da indústria de rochas a ter um fundo de investimento entre os sócios. No final de 2024, a gestora de private equity Treecorp, de São Paulo, adquiriu 25,1% da empresa capixaba. Os últimos meses foram de avanços importantes na gestão, na governança e na área comercial da empresa. Com uma estratégia de crescimento mais forte, os resultados começaram a aparecer. Em 2024, o faturamento da Decolores ficou em R$ 300 milhões. Este ano, a expectativa é fechar o ano em R$ 450 milhões. Caso o número se confirme, será uma expansão de 50% em apenas dois anos.
Para dar conta da expansão planejada, um conjunto de investimentos de R$ 70 milhões está em curso. A linha de produção de chapas, em Cachoeiro, será expandida em 40%. O centro de distribuição, na Serra, sairá dos atuais 7 mil metros quadrados para 17 mil m². Além disso, um show room exclusivo da Decolores foi inaugurado, em agosto, em São Paulo.
"Temos um conjunto de coisas interessantes acontecendo na empresa. A entrada da Treecorp nos ajudou na organização do trabalho, dos negócios e injetou um capital relevante na empresa. Ganhamos eficiência e temos mais poder de fogo, por isso, estamos avançando mais rápido em projetos que já queríamos fazer há algum tempo, caso do investimento em marca e na galeria de São Paulo. Estamos, ao mesmo tempo, conseguindo investir na infraestrutura como um todo para dar conta do aumento de vendas. É uma mudança importante, que está nos fazendo muito bem", disse Luca Burlamacchi, sócio e fundador da Decolores.
Ele bate firme na questão da organização da pedra brasileira como um produto. Burlamacchi, que é italiano e mora há décadas no Brasil, fica incomodado com a falta de marcas que representem a poderosa indústria brasileira de rochas mundo afora. "Precisamos mudar o nosso posicionamento, precisamos de marcas que representem o Brasil, que é a principal fonte do mundo da pedra, com uma variedade e nobreza de material que são inigualáveis. Estamos investindo firmemente em marketing e relacionamento, queremos nos aproximar do consumidor final".
O empresário se disse animado com a entrada dos fundos de investimento no jogo. "Obviamente fizeram a análise e viram tratar-se de um bom negócio. Acho que podem contribuir muito na injeção de capital, na modernização, no ganho de eficiência e no amadurecimento de todo o setor. A Feira de Verona, que é a maior do mundo para o setor, mostrou a importância e a força do Brasil no negócio mundial. Temos muito para avançar, vejo um caminho bastante interessante pela frente".
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