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Greve do Ibama causa prejuízo bilionário e atrasa projeto no ES

A petroleira Prio queria, originalmente, começar a extrair petróleo do campo de Wahoo, no Sul do Estado, no final do primeiro semestre de 2024, mas o prazo já foi revisto

Publicado em 24 de Março de 2024 às 03:50

Públicado em 

24 mar 2024 às 03:50
Abdo Filho

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Abdo Filho Abdo Filho
FPSO Frade, que vai ser conectada ao óleo retirado em Wahoo
FPSO Frade, que vai ser conectada ao óleo retirado em Wahoo Crédito: Divulgação/PRIO
Pelas contas do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) a greve dos servidores do Ibama, que se aproxima do terceiro mês, já causou um prejuízo de R$ 3,4 bilhões às empresas do setor no país. Com a desaceleração, União, estados e municípios já deixaram de arrecadar mais de R$ 2 bilhões com impostos, royalties e participações especiais.
Outra grande pancada é nos investimentos. Cerca de R$ 1,5 bilhão deixaram de ser investidos por causa dos atrasos nos licenciamentos. A mobilização vem causando atrasos, por exemplo, nas licenças prévias, de instalação e operação. Há projetos já com equipamentos mobilizados, sondas de perfuração e plataformas de produção, por exemplo, esperando apenas o licenciamento que não sai.
Um dos projetos mais impactados pela paralisação dos servidores do Ibama fica no extremo Sul do litoral capixaba. A Prio queria, originalmente, começar a extrair petróleo do campo de Wahoo no final do primeiro semestre de 2024. Trata-se de um projeto de R$ 4,5 bilhões que terá capacidade para produzir 40 mil barris por dia. Com sorte, serão seis meses de atraso, portanto, o primeiro óleo viria no final de 2024. Sem sorte, o atraso chegará a um ano. A empresa já está tendo de renegociar os seus contratos.

Abdo Filho

Abdo Filho Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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