O que a gente captura nas pesquisas qualitativas e quantitativas é que o eleitor quer alguém que se mostre capaz de resolver os problemas econômicos. Alguém que consiga vender ao eleitor a imagem de que ele tem experiência e capacidade suficientes para resolver o problema de bolso. O eleitor não parece disposto a topar uma aventura ou novidade como foi em 2018. A eleição de 2022, ao que parece, é uma eleição de quem já se mostrou capaz de resolver os problemas da economia. Esse candidato de terceira via precisaria surgir se mostrando capaz, histórico de realizações e que conseguisse não absorver rejeição. O que vemos hoje, por exemplo, é um candidato como o João Doria que, apesar de ter feito um bom governo em São Paulo, saiu de lá com uma aprovação relevante, tem uma rejeição pessoal muito forte. Vai ter que trabalhar isso. O ponto é ter o que mostrar e rejeição baixa.