A família Dantas está negociando a venda da Universidade de Vila Velha (UVV), uma das mais antigas instituições de ensino superior privado do Espírito Santo, fundada há mais de 50 anos pelo professor Aly da Silva. São 16 mil alunos e mais de 60 cursos.
As conversas estão adiantadas com a Clariens, braço de educação do gigantesco fundo Mubadala. Na terça-feira, UVV e Clariens protocolaram um pedido de consulta ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), caso o retorno do órgão regulador seja positivo, é bem provável que o acordo seja fechado e o Mubadala passe a ser o dono da UVV. A resposta do Cade deve sair em até 60 dias.
As negociações foram iniciadas a partir de um desejo de parte dos sócios de venderem a escola. Surgiram algumas propostas, mas a única conversa que de fato andou foi com os árabes do Mubadala (por coincidência, mesma origem da família fundadora da UVV).
“Alguns sócios minoritários acharam por bem abrir negociação. Colocamos algumas premissas e o Mubadala se encaixou no que enxergamos ser o ideal para a continuidade da UVV como uma instituição forte e de alto nível. O meu maior desejo é manter o legado do meu pai, o professor Aly da Silva. Quero a UVV forte e em alto nível por mais muitas décadas”, disse José Luiz Dantas, que é o sócio majoritário da UVV. Suas outras três irmãs compõem o quadro de acionistas.
“Ainda não tem nada fechado. O que há são premissas estabelecidas para que um eventual acordo saia. Vamos esperar o que o Cade vai dizer, caso sinalize positivamente, pode haver negócio. Vamos aguardar, o que temos são premissas, acordo assinado só mais para frente”.
Nas conversas, o Mubadala externou o desejo de manter José Luiz Dantas à frente das operações, mas isso ainda não está definido.
Os valores envolvidos não foram divulgados.
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