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Infraestrutura

Colatina espera indenização da Samarco para definir privatização do Sanear

O prefeito Guerino Balestrassi disse que o tamanho da indenização referente ao desastre de Mariana, que deve sair ainda em 2022, vai ser o fator decisivo

Publicado em 24 de Agosto de 2022 às 03:59

Públicado em 

24 ago 2022 às 03:59
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

Matéria 3: Estação de Tratamento de Esgoto, em Colatina. Fundação Renova. Foto para conteúdo de marca.
Estação de tratamento de esgoto, em Colatina Crédito: Fundação Renova/Divulgação
O prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi, vai aguardar a definição sobre os valores que o município receberá de indenização por conta do desastre de Mariana, provocado pelo rompimento da barragem de rejeitos da Samarco, para definir os rumos que o saneamento básico da cidade vai tomar. A privatização do serviço, tocado hoje pela autarquia municipal Sanear, não é a primeira opção, mas está no radar do mandatário.
A decisão sobre o montante que entrará no caixa municipal deve sair até dezembro. É aguardado algo próximo a R$ 600 milhões, que seriam prioritariamente usados na ampliação da infraestrutura de saneamento básico da cidade e na recuperação das matas ciliares dos rios Doce, Pancas, Santa Joana e Santa Maria do Doce. Caso o dinheiro que entre fique muito aquém do aguardado, o Sanear pode sim ser concedido.
"Não é a nossa prioridade, o objetivo é seguir como está, com o Sanear tocando as obras de ampliação do nosso sistema. Estamos aguardando a definição sobre a repactuação do desastre da Samarco, afinal, os investimentos necessários são altos. Estou trabalhando com R$ 600 milhões, cálculo que fizemos tomando por base o que foi feito lá em Brumadinho, mas se vier muito abaixo disso, temos que estudar as possibilidades. Trazer a iniciativa privada é uma delas", explica Guerino.
O Sanear (Serviço Colatinense de Saneamento Ambiental) é responsável pelo fornecimento de água e tratamento de esgoto da maior cidade do Noroeste Capixaba, com 123,4 mil habitantes. O volume de pessoas atrai a atenção de grandes empresas que, desde o estabelecimento do Marco do Saneamento, em 2020, estão entrando forte no setor. A Aegea, a maior empresa privada do segmento no país, já disse que está de olho em Linhares, Colatina e São Mateus. A companhia é a responsável, em parceria público-privada firmada com a Cesan, pela coleta e tratamento de esgoto em Cariacica, Serra e Vila Velha.
Colatina tem, hoje, 50% do esgoto tratado. Sobre o fornecimento de água, desde o desastre de Mariana, em novembro de 2015, o serviço caiu em descrédito, já que a água utilizada pela cidade é captada no Rio Doce. O prefeito disse que o sistema de captação terá de ser completamente trocado, saindo do Doce e indo para barragens que precisarão ser construídas nos rios Pancas e Santa Maria do Doce, a um custo total de R$ 60 milhões.
De acordo com o Marco Legal do Saneamento, até 2033, o país deve atender 99% da população com abastecimento de água tratada e 90% da população com coleta de esgoto. 

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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