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Caso Banco Master

Vorcaro bancou suítes em hotel de Lisboa para Hugo Motta e Ciro Nogueira, diz PF

Presidente do PP, Ciro já foi alvo de operação da polícia relacionada ao dono do Banco Master

Publicado em 16 de Junho de 2026 às 15:42

Agência FolhaPress

Publicado em 

16 jun 2026 às 15:42
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e senador Ciro Nogueira
Hugo Motta e Ciro Nogueira tiveram hospedagem paga por dono do Banco Master. Agências Câmara e Senado

BRASÍLIA - O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, bancou a hospedagem do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em Lisboa, no fim de junho de 2024, e pediu a um auxiliar reforço na privacidade dos hóspedes, de acordo com análise de material apreendido pela Polícia Federal.


À época, aconteceriam eventos na capital portuguesa como o Fórum Jurídico de Lisboa, conhecido como Gilmarpalooza, por ser capitaneado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes.


No dia 18 de junho, Vorcaro informou a um auxiliar que precisaria de reservas em Lisboa para os dias 24 a 30, para ele próprio e também mais dois quartos para "Ciro e Hugo". Procurados por meio da assessoria por WhatsApp às 13h30, o presidente da Câmara e o senador ainda não se manifestaram.


Foram reservadas suítes no hotel Four Seasons. Ao assistente, Vorcaro demonstrou, segundo a PF, "acentuada preocupação com a privacidade do evento, ressaltando, inclusive, a necessidade de privatização do espaço localizado em frente ao local, a fim de impedir qualquer visualização do que ocorresse em seu interior".


"Preciso muito que você dê uma atenção na questão de segurança. Cidade está lotada, eu tive lá no lugar agora. Tive uma reunião lá no clube. Tem que ter certeza que o lugar em frente ao restaurante também esteja privatizado porque senão dá pra ver tudo lá dentro", disse Vorcaro, em áudio.


"Pode ser o papa que não pode entrar ninguém que não esteja na lista."


Em maio, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão em endereços de Ciro, que é presidente do PP, em uma fase da Operação Compliance Zero.


Entre as principais suspeitas da PF estava a de que o senador, que foi ministro da Casa Civil na gestão Jair Bolsonaro (PL), recebia quantias repassadas por Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro.


Além disso, de acordo com as investigações, haveria o pagamento de outras despesas pessoais do parlamentar, como viagens de jatinho.


Felipe teria feito uma parceria "ligada aos pagamentos mensais em favor do senador, correspondentes, inicialmente, ao valor de R$ 300 mil, com indícios de que teriam sido posteriormente aumentados para a importância de R$ 500 mil".


Felipe está preso, e o STF analisa se ele deve continuar detido ou ficar livre, com medidas cautelares. À época da operação, Ciro negou ter cometido qualquer irregularidade.

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