Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Tribunal de Contas do ES cria penduricalho de mais de R$ 10 mil a conselheiros
Em processos sigilosos

Tribunal de Contas do ES cria penduricalho de mais de R$ 10 mil a conselheiros

O novo pagamento teve como base benefício idêntico criado em 2024 pelo Tribunal de Justiça e Ministério Público do Espírito Santo

Publicado em 27 de Março de 2025 às 10:18

Agência FolhaPress

Publicado em 

27 mar 2025 às 10:18
SÃO PAULO - O Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES) criou um pagamento extra para conselheiros e procuradores de contas – equivalente a cerca de 30% de seus salários – e colocou os processos administrativos para a concessão desses penduricalhos sob sigilo.
Em decisão do fim de janeiro, o órgão, que tem a função de fiscalizar as contas públicas do estado, determinou que seus membros têm direito a uma indenização equivalente a dez dias de trabalho por "acúmulo de acervo".
A expressão significa lidar com um volume excessivo de processos. O trabalho extra é recompensado com folgas, convertidas em dinheiro – podendo ultrapassar os R$ 10 mil.
Tribunal de Contas
Tribunal de Contas do Espírito Santo paga nova verba a conselheoirps Crédito: Ricardo Medeiros
Segundo a resolução que criou o benefício, o novo pagamento teve como base um penduricalho idêntico criado no ano passado pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo e outro estabelecido em 2023 no Ministério Público do Espírito Santo (MPES).
A Folha também questionou quais foram os parâmetros usados para determinar que o critério para a concessão do penduricalho fosse a queda no número de processos em relação aos anos anteriores. A assessoria de imprensa do órgão não respondeu.
Para A Gazeta, o TCE informou em nota que "regulamentou o acúmulo de acervo em razão do princípio constitucional e legal de conceder aos seus membros remuneração, vantagens, e deveres, iguais aos dos membros da magistratura nacional e do ministério público brasileiro". (Confira o esclarecimento na íntegra ao final da reportagem)
O critério que os conselheiros de contas estabeleceram para caracterizar o acúmulo de acervo foi verificar se o total de processos recebidos no ano foi igual ou superior a 50% da média dos três anos anteriores.
Dessa forma, na prática, só não teria direito ao benefício o conselheiro que tivesse de lidar, neste ano, com menos da metade do número de processos que teve nos três últimos anos.
O TCE-ES tem sete conselheiros de contas, três conselheiros substitutos e três procuradores de contas, com salários brutos que variam de R$ 36 mil a R$ 42 mil.
No mês passado, o presidente do órgão, Domingos Augusto Taufner, recebeu pagamento de R$ 92,8 mil. Em todos os contracheques dos últimos 12 meses ele recebeu vencimentos superiores ao teto do funcionalismo público, que atualmente é R$ 46,3 mil.
Para ter acesso ao novo benefício, cada conselheiro teve de abrir um processo administrativo interno no TCE-ES. O órgão decidiu manter esses procedimentos sob sigilo. A reportagem da Folha perguntou o que motivou a decisão de não tornar públicos esses processos, mas não obteve resposta. Mas, para A Gazeta, o tribunal disse que as solicitações tramitam em segredo por incluírem dados pessoais.
Tribunais de Justiça de todo o país vêm pagando supersalários a seus membros diante de entendimentos do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e do STF (Supremo Tribunal Federal) de que verbas consideradas indenizatórias não entram no cálculo do teto do funcionalismo brasileiro.
Ministérios Públicos estaduais e Defensorias Públicas têm usado essas decisões como referência para também conceder esses benefícios a seus membros, por vezes por intermédio de associações que fazem lobby para essas categorias.
Os Tribunais de Contas são ligados ao Poder Legislativo, mas os conselheiros têm seguido a prática das carreiras jurídicas. Segundo levantamento da ONG Fiquem Sabendo, especializada em transparência de dados públicos, entre os 27 Tribunais de Contas dos estados e do Distrito Federal, 13 pagaram supersalários a seus membros em 2024.
No entanto, segundo a entidade, os 14 restantes não divulgam os pagamentos a seus integrantes. Com isso, para o levantamento, não foi possível saber quanto esses conselheiros realmente receberam, mesmo com a Lei de Acesso à Informação em vigor.

O que diz o TCE-ES

O TCE-ES esclarece que regulamentou o acúmulo de acervo em razão do princípio constitucional e legal de conceder aos seus membros remuneração, vantagens, e deveres, iguais aos dos membros da magistratura nacional e do ministério público brasileiro. 

Os pagamentos decorrentes do acervo estão divulgados no Portal da Transparência, como ocorre em todo e qualquer pagamento realizado pela Corte.

As solicitações para recebimento da verba tramitaram em sigilo por estarem relacionados a recursos humanos e incluírem dados pessoais - comum a todos os processos dessa natureza.

Tribunal de Contas do ES cria penduricalho de mais de R$ 10 mil a conselheiros
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Maike Allan e Renata Saldanha anunciam gravidez
Ex-BBBs Renata Saldanha e Maike anunciam gravidez
Mau Mau finalmente se acerta com Felipe em ‘Quem Ama Cuida’ Felipe (Pietro Antonelli) e Mau Mau (João Victor Gonçalves)
Beijo gay em 'Quem Ama Cuida' demorou, embora coroe o arco de Mau Mau
Dossiê Arrepio
Noiva fantasma, monstro e árvore que chora: 11 casos de arrepiar no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.