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Presidente

Tem gente que só tem salário de R$ 15 mil para sobreviver, diz Bolsonaro

O comentário do presidente Jair Bolsonaro foi feito durante live semanal nas redes sociais

Publicado em 05 de Fevereiro de 2021 às 08:50

Agência Estado

Publicado em 

05 fev 2021 às 08:50
O presidente Jair Bolsonaro durante o lançamento do programa Voo Simples, no Palácio do Planalto.
Tem gente que só tem isso para sobreviver, diz Bolsonaro sobre salário de 15 mil Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro disse que existem pessoas que têm "apenas" um salário de R$ 15 mil para sobreviver. O comentário foi feito durante live semanal nas redes sociais, ao falar sobre os vencimentos do presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torre.
"Os diretores de agência têm mandato. Qual é seu prazo de validade?", questionou Bolsonaro a Barra Torre. "Como remédio, é cinco anos", disse o diretor da Anvisa. "Qual é o salário bruto na Anvisa?", perguntou Bolsonaro. "Algo em torno R$ 14 mil reais", respondeu Barra Torre.
"R$ 14 mil ou R$ 15 mil. Então, é um indicativo também, porque todo mundo tem de sobreviver, tem de trabalhar para sobreviver. No caso, você é um almirante, está na reserva, tem os seus proventos, isso aí é complementar para você. Agora, tem gente que é só isso para sobreviver. Então, analise, por parte de vocês, o quão atrativo é ou não é uma agência dessa", disse o presidente.
Atualmente, no Brasil, o salário mínimo é de R$ 1.100. No trimestre encerrado em setembro de 2019, 27,3 milhões de pessoas recebiam até um salário - um terço do total de trabalhadores do País. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE.
Sem citar o nome do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), que falou em "enquadrar" a Anvisa, Bolsonaro reiterou que não faria qualquer intervenção na agência e sugeriu que o deputado não falava em seu nome.
"Claro que se o Papa vai falar contigo, vamos dar atenção para ele. Agora, não pode, porque recebeu o Francisco, que vai ser em nome dos católicos, que está acontecendo. Então qualquer pessoa que vá na Anvisa não vai usar o título dele. Da minha parte ninguém", afirmou.
"Agora, uma agência não pode sofrer pressão de quem quer que seja. Eu posso é conversar com o pessoal, sem problema nenhum", acrescentou.

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