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Em Guarulhos

Suspeitos de integrar quadrilha que troca etiquetas de bagagens são presos

Esse tipo de fraude ganhou repercussão em março, quando duas brasileiras foram presas na Alemanha sob acusação de tráfico internacional de drogas

Publicado em 24 de Novembro de 2023 às 13:51

Agência FolhaPress

Publicado em 

24 nov 2023 às 13:51
Tijolos de cocaína encontrados em bagagem despachada
Tijolos de cocaína encontrados em bagagem despachada Crédito: Divulgação/Deic
Três integrantes suspeitos de integrar uma quadrilha que troca etiquetas de bagagens de passageiros foram presos no aeroporto de Guarulhos nesta quinta-feira (23). Os suspeitos tentavam despachar malas com 40 kg de cocaína, de acordo com o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). A SSP (Secretaria da Segurança Pública) afirma que os policiais prenderam o trio depois de receber informações sobre uma remessa de droga que chegaria ao aeroporto no check-in do terminal 2, e os três acabaram flagrados com as malas com tijolos de cocaína.
Ainda segundo a SSP, os três fazem parte da quadrilha que troca de etiquetas de bagagens de passageiros comuns para enviar drogas para o exterior. Em todos os casos descobertos a mesma quantidade de cocaína apreendida era a mesma, diz a pasta. As prisões foram feitas por policiais da 2ª Delegacia DIG (Investigações sobre Estelionato e Contra Fé Pública), que investiga o esquema no Aeroporto de Guarulhos.
Esse tipo de fraude ganhou repercussão em março, quando duas brasileiras foram presas na Alemanha sob acusação de tráfico internacional de drogas. Kátyna Baía, 44, e Jeanne Paolini, 40, passaram mais de um mês presas injustamente depois que tiveram a identificação da mala trocada elas foram acusadas de transportar 40 kg de cocaína na bagagem. Em outro caso, um empresário líbio de 37 anos está há cinco meses sem poder deixar a Turquia após ser detido e acusado de tráfico internacional de drogas.
Duas malas com 37 quilos de cocaína foram enviadas àquele país com etiquetas de bagagem em nome da esposa do empresário. Ele será julgado em 30 de novembro. A advogada do empresário Ahmed Hasan e da esposa Malak, Luna Provázio, afirma que ele foi vítima da mesma quadrilha que trocou as etiquetas das malas das que passaram mais de um mês presas na Alemanha, acusadas do mesmo crime. Ela também defendeu as brasileiras. As duas malas com a cocaína saíram do Brasil no dia 26 de outubro, quatro dias após o casal deixar o país.
"Eles foram até a entrada do avião levando um carrinho de bebê que desmonta em três. Lá, o carrinho recebeu três etiquetas, uma para cada peça, informando o peso total de 5 kg. Quando pegaram o carrinho na Turquia só tinha uma etiqueta. Algum funcionário que faz parte da quadrilha pegou as outras duas etiquetas para usar depois", afirma Provázio.
Entre maio e julho, a Polícia Federal fez operações que resultaram na prisão de dezenas de integrantes da quadrilha de troca de etiquetas de bagagens. Entre os alvos, estavam funcionários terceirizados do aeroporto.

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