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Atos golpistas

Senado aprova decreto de intervenção federal do Distrito Federal

Oito senadores, incluindo Flávio Bolsonaro, foram contra o decreto de Lula que intervém na segurança até o fim de janeiro

Publicado em 10 de Janeiro de 2023 às 13:17

Agência FolhaPress

Publicado em 

10 jan 2023 às 13:17
BRASÍLIA, DF - O decreto editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisava do aval do Congresso Nacional para passar a valer. Agora, a medida será publicada no Diário Oficial e terá efeito imediato.
Nesta segunda (9), o texto tinha sido aprovado pela Câmara dos Deputados. No Senado, a medida foi relatada pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Assim como na Câmara, a votação foi simbólica, ou seja, sem a necessidade de contar os votos, mas oito senadores se manifestaram contra, entre eles o filho "01" do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio.
Móveis e janelas danificados no Senado Federal
Móveis e janelas danificadas no Senado Federal. Crédito: Marcelo Camargo | Agência Brasil

Saiba quem votou contra a intervenção federal:

  • Styvenson Valentim (Podemos-RN);
  • Plinio Valério (PSDB-AM);
  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ);
  • Carlos Portinho (PL-RJ);
  • Eduardo Girão (Podemos-CE);
  • Carlos Viana (PL-MG);
  • Luis Carlos Heinze (PP-RS);
  • Zequinha Marinho (PL-PA).
No caso dos deputados, o consenso foi acordado durante reunião feita nesta tarde com o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e todos os líderes partidários.
A medida de intervenção federal foi assinada no domingo (8) pelo presidente da República, após manifestantes golpistas invadirem e depredarem os prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF (Supremo Tribunal Federal).

Entenda como funciona o decreto:

  • A medida tem validade até 31 de janeiro
  • A União fica responsável por gerir a área de segurança pública do DF
  • Os órgãos de segurança pública do DF ficam sob responsabilidade de Ricardo Cappelli, número dois do Ministério da Justiça, comandado pelo ex-governador Flávio Dino (PSB)
  • O interventor é subordinado ao presidente Lula
  • A medida não tira o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), do cargo; ele está afastado por decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes
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