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Reforma administrativa divide opiniões entre parlamentares na internet

Enquanto alguns parlamentares apontam potenciais prejuízos para o funcionalismo público, outros afirmam que a medida reforça possíveis privilégios

Publicado em 02 de Setembro de 2020 às 14:45

Redação de A Gazeta

Publicado em 

02 set 2020 às 14:45
Justiça na era da internet e home office
O anúncio do envio da reforma administrativa repercute entre senadores e deputados nas redes sociais  Crédito: Brian A Jackson/iStock
O anúncio feito na terça-feira (1º), de que a reforma administrativa deve ser enviada pelo governo federal ao Congresso na quinta (3), repercute entre deputados e senadores nas redes sociais. O tema divide opiniões, enquanto parlamentares apontam potenciais prejuízos para o funcionalismo público, outros afirmam que a medida reforça possíveis privilégios.
A senadora Kátia Abreu (PP-TO), por exemplo, defendeu, em sua conta no Twitter, que o projeto não deve interferir em direitos já vigentes. "Ref. administrativa, o importante é o envio do PL pelo governo. Alguns pros são prerrogativas do Executivo. No Congresso iniciam-se os debates. Direito adquirido não se mexe. Apenas em expectativas de direitos. Queremos os servidores como nossos aliados na modernização do Estado", publicou a parlamentar, que integra a Frente Parlamentar Mista da Reforma Administrativa.
Na mesma linha, o deputado federal professor Israel Batista (PV-DF) fez uma postagem afirmando: "A Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público está atenta e esperamos que amanhã não venha uma proposta de precarização da relação de trabalho, com contratos de terceirizados, perdas de direitos e remuneração, e um grave risco à estabilidade. Se vier, não vai passar", disse o parlamentar no Twitter.
Já o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), criticou o projeto por não incluir os servidores já em atividade. Para ele, a reforma anunciada "irá manter os privilégios da elite do funcionalismo público brasileiro".
Em seguida, ainda no Twitter, Kataguiri publicou: "Trata-se da manutenção de um estado gerador de desigualdade, onde o setor privado é escravizado para manter uma máquina pública inchada, cara e ineficiente. O Brasil não pode mais ser refém das corporações. Para isso, é preciso que Governo e Congresso tenham OUSADIA e CORAGEM!."

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