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Pichações em terreiro de candomblé da BA são investigadas pela polícia

Pichações em terreiro de candomblé da BA são investigadas pela polícia

O episódio ocorreu próximo ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado nesta quarta-feira (21); o caso é investigado pela Polícia Civil como crime de dano e intolerância religiosa

Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 17:04

Pichação na sede do terreiro de candomblé em Salvador
Pichação na sede do terreiro de candomblé em Salvador Crédito: Reprodução/Instagram/@frentemakotavaldina

Um terreiro de candomblé em Salvador (BA) foi alvo de pichações no último sábado (17). Conforme imagens divulgadas pelo templo Nzo Mutá Lombô ye Kayongo Toma Kwiza, as paredes de entrada foram pichadas com as palavras "Assassinos" e "Jesus". O episódio ocorreu próximo ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado nesta quarta-feira (21). O caso é investigado pela Polícia Civil como crime de dano e intolerância religiosa. A Decrin (Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa) investiga o caso. Os autores das pichações ainda não foram identificados.

Em nota, representantes do templo junto à Frente Nacional Makota Valdina classificaram o episódio como um ato de racismo religioso e intolerância ocorrido no espaço sagrado. Eles pediram responsabilização e punição conforme a lei. "Tal ação não é apenas uma ofensa à nossa comunidade religiosa, mas configura um ataque direto à liberdade de crença, ao direito constitucional de culto e à dignidade das religiões de matriz africana. Trata-se de um crime motivado por ódio religioso, que reforça estigmas, incita a violência simbólica e perpetua o racismo estrutural historicamente imposto aos nossos povos", diz trecho.

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