Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Oposição associa fala de Lula a plano de PCC contra Moro, e governo rebate
Operação da PF

Oposição associa fala de Lula a plano de PCC contra Moro, e governo rebate

Plano da facção veio à tona nesta quarta-feira (22) depois que a Polícia Federal deflagrou uma operação para cumprir 7 mandados de prisão preventiva e 4 de prisão temporária contra os suspeitos

Publicado em 22 de Março de 2023 às 15:03

Agência FolhaPress

Publicado em 

22 mar 2023 às 15:03
BRASÍLIA - Parlamentares da oposição tentaram associar o plano da facção criminosa PCC contra o senador e ex-ministro Sergio Moro (União Brasil-PR) à fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desta terça (21) de que pensava em vingança quando estava preso em Curitiba (PR).
O plano da facção veio à tona nesta quarta-feira (22) depois que a PF (Polícia Federal) deflagrou uma operação para cumprir 24 mandados de busca e apreensão, 7 de prisão preventiva e 4 de prisão temporária contra os suspeitos. Ao menos nove pessoas foram presas.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e senador Sergio Moro
Lula e Moro voltaram a trocar farpas devido à Operação Lava Jato, na terça-feira (21) Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Cleia Viana/Senado
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) manifestou solidariedade a Moro e ao promotor Lincoln Gakiya — que também era alvo dos criminosos — e relembrou o assassinato do ex-prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel, em 2002.
"Em 2002 Celso Daniel, em 2018 Jair Bolsonaro e agora Sergio Moro. Tudo não pode ser só coincidência. O Poder absoluto a qualquer preço sempre foi o objetivo da esquerda. A CPMI [comissão parlamentar mista de investigação] assombra os inimigos da democracia", escreveu nas redes sociais.
Já o deputado federal bolsonarista Filipe Barros (PL-PR) disse que a fala de Lula era "a autorização que o PCC precisava para executar o plano" contra o senador. O parlamentar afirmou que a PF "agiu rapidamente" e disse que o caso terá desdobramentos no Congresso.
Nesta terça (21), Lula e Moro voltaram a trocar farpas devido à Operação Lava Jato. Lula relembrou que, no período em que esteve preso, costumava falar para procuradores que iam visitá-lo que iria "f... esse Moro". O senador depois respondeu e disse que o presidente quer se vingar do povo brasileiro.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), rebateu a oposição e afirmou que a operação mostra que o aparelhamento da Polícia Federal "acabou". Segundo ele, em outros tempos, talvez a PF "nem tivesse abordado, feito uma investigação como essa, com celeridade" para intervir.
"O ministro da Justiça não faria uma declaração pública informando a natureza da investigação, da ação da PF, se tivesse alguma razão de natureza política. Óbvio que vai ter um esforço da oposição de politizar isso. Mas o tempo que a PF foi aparelhada, a realização dessa operação hoje é a prova mais cabal que esse tempo acabou", disse.
A presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), também se manifestou sobre o caso nas redes sociais. "Juiz parcial, que não se importou com o ódio que alimentou com a Lava Jato, tem aula de civilidade e democracia do governo Lula", afirmou.
Moro afirmou pelas redes sociais que fará um pronunciamento sobre a ação da Polícia Federal e o plano do PCC no plenário do Senado. O ex-juiz da Operação Lava Jato conta com segurança da Polícia Legislativa desde que assumiu o cargo.
"Sobre os planos de retaliação do PCC contra minha pessoa, minha família e outros agentes públicos, farei um pronunciamento à tarde na tribuna do senado. Por ora, agradeço a PF, PM/PR, Polícias legislativas do Senado e da Câmara, PM/SP, MPE/SP, e aos seus dirigentes pelo apoio e trabalho realizado", disse Moro pela manhã.
O plano do PCC contra o senador também foi usado pelo presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para cancelar a sessão desta quarta (22). A assessoria de Alcolumbre disse que não havia número mínimo de parlamentares, além de "grande comoção" em torno do caso.
Como ministro da Justiça e Segurança Pública de Bolsonaro, Moro transferiu vários chefes do PCC, entre eles Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, para o sistema penitenciário federal.
O principal líder do PCC foi transferido do sistema penitenciário estadual de São Paulo para a penitenciária federal em Brasília em fevereiro de 2019. Meses depois, seguiu para uma unidade federal em Rondônia e, depois, retornou para a capital federal.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

André Mendonça
Mendonça diz que Lula e Flávio podem abrir seus sigilos por conta própria
Máquina cai no Rio Doce perto da Ponte Joaquim Calmon, em Linhares
Máquina cai de balsa durante retirada de destroços de ponte em Linhares
Motoristas de carretas saem ilesos após batida no sul do ES
Colisão entre duas carretas interdita trecho da BR 101 em Mimoso do Sul

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.