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Investigação

Operação no Rio prende dois integrantes da milícia Escritório do Crime

A milícia é uma das investigadas no caso envolvendo as mortes da ex-vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes

Publicado em 30 de Junho de 2020 às 12:20

Redação de A Gazeta

Publicado em 

30 jun 2020 às 12:20
Marielle Franco, ex-vereadora assassinada
Marielle Franco, ex-vereadora assassinada Crédito: Arquivo | Guilherme Cunha | Alerj
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e a Polícia Civil realizam operação na manhã desta terça-feira (30), para tentar prender quatro suspeitos de integrar o grupo miliciano Escritório do Crime, acusado de cometer homicídios por encomenda. A milícia é uma das investigadas no caso envolvendo as mortes da ex-vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes.
Batizada de Tânatos - o deus da morte na mitologia grega -, a operação desta terça prendeu dois acusados no início da manhã: Leonardo Gouvêa da Silva, conhecido como Mad, e Leandro Gouvêa da Silva, o Tonhão.
Segundo o MP-RJ, o grupo investigado possui "estreita ligação" com Adriano Magalhães da Nóbrega, o Capitão Adriano. Ex-integrante do Bope, ele foi apontado como um dos líderes da milícia Escritório do Crime e foi morto em operação da polícia em 9 de fevereiro, após ser encontrado em uma chácara no interior da Bahia.
Em três denúncias que embasam a ação desta terça, o MP-RJ sustenta que o grupo criminoso utiliza uso ostensivo de armas de fogo de grosso calibre e trajes que impedem identificação visual, como balaclava e roupas camufladas.
Morto em fevereiro, Capitão Adriano é apontado como mandante do homicídio de Marcelo Diotti da Mata, ocorrido no estacionamento de uma hamburgueria na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. Diotti, que já havia sido preso por homicídio e exploração de máquinas de caça-níqueis, era visto como desafeto por seus executores.
Preso nesta terça, Leonardo Gouvêa da Silva exerceria a chefia sobre os demais, segundo a denúncia do MP-RJ. Ele seria o responsável pela negociação, planejamento, operação e coordenação da divisão das tarefas criminosas. Também preso, Leandro Gouvêa da Silva, irmão e homem de confiança de Leonardo, seria o motorista do grupo e responsável pelo levantamento, vigilância e monitoramento das vítimas.
Também estão sendo procurados outros dois denunciados, João Luiz da Silva (o Gago) e Anderson de Souza Oliveira (o Mugão), ambos ex-policiais militares.
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