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Envolvendo adolescentes

Oito alunos são suspensos sob suspeita de criar lista de cunho sexual no RS

Um aluno e 29 alunas tiveram a imagem indevidamente utilizada numa espécie de classificação ofensiva feita pelos autores; material circulou nas redes sociais e aplicativos de mensagem no último fim de semana

Publicado em 26 de Março de 2026 às 14:33

Agência FolhaPress

Publicado em 

26 mar 2026 às 14:33
Alunos são do IFSul, Campus Pelotas, no Rio Grande do Sul
Alunos são do IFSul, Campus Pelotas, no Rio Grande do Sul Crédito: Divulgação/IFSul Campus Pelotas
Oito estudantes foram suspensos sob suspeita de criar e compartilhar uma lista com conteúdo de cunho sexual que envolvia colegas adolescentes no IFSul (Instituto Federal Sul-rio-grandense), em Pelotas (RS). Um aluno e 29 alunas tiveram a imagem indevidamente utilizada numa espécie de classificação ofensiva feita pelos autores. O material circulou nas redes sociais e aplicativos de mensagem no último fim de semana.
O IFSul trata o caso como assédio. Segundo a vice-reitora da instituição, Lia Joan Nelson, os suspeitos com idade entre 15 e 16 anos foram afastados por tempo indeterminado. Os oito alunos se apresentaram, separadamente, de forma voluntária à direção do campus. A reportagem tentou falar com os responsáveis nesta quinta-feira (26) por meio da unidade de ensino, que informou sobre a impossibilidade do contato por se tratarem de um caso envolvendo menores de idade.
A vice-reitora afirma que foram enviados os documentos e informações necessárias aos órgãos competentes para apurar o caso, incluindo Polícia Civil, Polícia Federal, Ministério Público e Conselho Tutelar. Agora, a instituição aguarda orientações para medidas de infração e correção educacional.
A DPCA (Delegacia da Criança e do Adolescente), da Polícia Civil, registrou oito boletins de ocorrência até a manhã desta quinta. Segundo Lisiane Matarredona, delegada responsável, o caso está em processo de investigação inicial. "Estamos colhendo depoimentos de familiares das vítimas e testemunhas para, ao final, interrogar os jovens." De acordo com Lisiane, o crime foi classificado como cyberbullying. Após investigações, o caso será remetido ao Ministério Público, que vai avaliar a aplicação de medida adequada aos jovens envolvidos junto à Justiça.

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