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Prefeitura do Rio demite Monique Medeiros 5 anos após morte de Henry Borel

Prefeitura do Rio demite Monique Medeiros 5 anos após morte de Henry Borel

Monique era professora da educação básica na rede municipal da cidade desde 2010; demissão foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial do município

Publicado em 25 de março de 2026 às 14:42

Monique Medeiros, mãe do menino Henry, é presa por suspeita de envolvimento na morte da criança
Monique Medeiros, mãe do menino Henry, foi demitida pela Prefeitura do Rio de Janeiro Crédito: Reprodução/TV Globo

A Prefeitura do Rio de Janeiro demitiu a professora Monique Medeiros, ré pela morte do filho, Henry Borel, junto ao ex-vereador Jairo Souza Santos Junior. Monique era professora da educação básica na rede municipal da cidade desde 2010. A demissão foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial do município e foi assinada pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).

O desligamento ocorre dois dias depois da mulher sair da prisão, onde estava desde 2023. A juíza Elizabeth Machado Louro decidiu aceitar o pedido da defesa de relaxamento da detenção: "Entendo que, diante de tal quadro processual, a custódia da ré já agora figura-se manifestamente ilegal, por excesso claramente despropositado de prazo na prisão". O último pagamento da ré foi feito em fevereiro. O salário líquido de Monique era no valor de R$ 2.887, conforme consulta realizada no portal da transparência da administração do Rio.

O UOL entrou em contato com a prefeitura para comentar o período levado para a medida ser tomada. A defesa dela também foi contatada para comentar o assunto. Não houve retorno de nenhuma das partes até o momento, mas o espaço segue aberto para manifestação.

Relembre o caso

Jairo, conhecido como "Jairinho", e Monique são réus por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação. Henry Borel, de 4 anos, morreu em 2021 com sinais de agressão. Inicialmente, o menino foi levado a um hospital particular na Barra da Tijuca. No local, o casal afirmou que ele teria sofrido um acidente doméstico.

O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou 23 lesões por ação violenta. O documento cita, entre os ferimentos, laceração hepática e hemorragia interna, que teriam causado a morte. Uma reprodução simulada com modelagem em 3D foi anexada ao processo e reforça a tese de agressões múltiplas. O material conclui que as lesões são incompatíveis com queda e diz que a disposição dos móveis e a altura dos objetos não explicam a gravidade dos traumas.

A Polícia Civil concluiu que Henry era vítima de rotinas de tortura e que a mãe tinha conhecimento das agressões. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) afirma que, em outras três ocasiões em fevereiro de 2021, Jairinho teria submetido a criança a sofrimento físico e mental com emprego de violência.

O julgamento do caso começou nesta semana, mas sem conclusão. Os advogados de Jairinho disseram que não tiveram acesso a todas as provas do processo e abandonaram o júri. Nova data foi anunciada inicialmente como 22 de junho, mas o Tribunal de Justiça informou depois que acontecerá em 25 de maio.

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