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Coronavírus

'Miséria, fome e violência', diz Bolsonaro sobre eventual desemprego na crise

Ao ouvir reclamações sobre as baixas no comércio, Bolsonaro voltou a responsabilizar os governadores

Publicado em 03 de Abril de 2020 às 10:22

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 abr 2020 às 10:22
Presidente Jair Bolsonaro, durante coletiva em que anunciou medidas contra a crise do coronavírus
Presidente Jair Bolsonaro Crédito: Marcos Correa/PR
O presidente Jair Bolsonaro reforçou mais uma vez nesta sexta-feira (3), o seu posicionamento contra o isolamento social. Para apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que "a sociedade não aguenta ficar dois, três meses parada" e que "vai quebrar tudo". "Você sabe o meu posicionamento. Não pode fechar dessa maneira (o comércio). E atrás disso vem desemprego em massa, vem miséria, vem fome, vem violência", declarou.
Ao ouvir reclamações sobre as baixas no comércio, Bolsonaro voltou a responsabilizar os governadores. "Por demagogia, há uma disputa entre algumas autoridades sobre quem está mais preocupado com a vida de vocês". Bolsonaro enfatizou que o "político tem que ouvir o povo" e afirmou: "A opinião pública aos poucos está vindo para o nosso lado".
Sobre a pandemia do novo coronavírus, o presidente estimou que 70% da população brasileira será atingida. "Esse vírus é igual uma chuva, vai molhar 70% de vocês, certo? Isso ninguém contesta. Toda a nação vai ficar livre de pandemia quando 70% (da população) for infectado e conseguir os anticorpos. Ponto final", afirmou. Ele disse, contudo, que uma "pequena parte da população", os mais idosos, iriam "ter problema sério".

DISTÂNCIA DA IMPRENSA

Bolsonaro não falou com a imprensa hoje e ao descer do carro fez um pedido aos apoiadores que o esperavam na frente do Palácio da Alvorada: "Chega para cá, pessoal, fica longe da imprensa". Em outro momento, ele chamou o grupo de jornalistas presentes de "urubus". "Eu não cheguei aqui pelo milagre da facada, né, e eleição também para perder para esses urubus aí", disse apontando para onde os profissionais da imprensa estavam.
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