ASSINE

Ministério divulga nota lamentando mortes na comunidade do Jacarezinho

Nota do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos lamentou a operação  que terminou com 25 mortos, entre eles um policial civil, e foi a mais letal na história do estado

Publicado em 07/05/2021 às 15h30
Operação da Polícia Civil no RJ contra o tráfico de drogas no Jacarezinho
Operação da Polícia Civil no RJ contra o tráfico de drogas no Jacarezinho. Crédito: Vanessa Ataliba/Zimel Press/Folhapress

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) divulgou hoje (7) nota lamentando as mortes ocorridas em operação policial na comunidade do Jacarezinho, na zona norte da capital fluminense, no Rio de Janeiro, ontem. A operação terminou com 25 mortos, entre eles um policial civil, e foi a mais letal na história do estado.

“É urgente a necessidade de combate ao crime organizado, ao tráfico de drogas e às demais atividades marginais que ocorrem na cidade. Entendemos, também, que essas devem ocorrer de forma a proteger a vida de todos, especialmente dos moradores que, também, são vítimas e reféns de atividades criminosas”, diz a nota.

O Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos, com sede em Genebra, na Suíça, pediu hoje ao Ministério Público que realize uma investigação independente, completa e imparcial, de acordo com as normas internacionais da operação na comunidade.

GARANTIA E PROTEÇÃO DE TESTEMUNHAS

“Isto implica que as autoridades devem garantir a segurança e a proteção das testemunhas e protegê-las contra intimidações e retaliações”, disse Rupert Colvill, porta-voz do Escritório da Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

A Polícia Civil negou que tenha havido casos de execuções entre os 24 suspeitos mortos no Complexo do Jacarezinho. Segundo delegados que participaram diretamente da operação, os suspeitos morreram em decorrência do confronto com os policiais.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o objetivo era combater grupos armados de traficantes de drogas que estariam aliciando crianças para o crime. Além disso, segundo as investigações, eles estavam envolvidos em outros crimes, incluindo sequestros de trens que passam pela comunidade.

A Gazeta integra o

Saiba mais

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.