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Governo aciona diplomatas "com máxima urgência" para tentar comprar kit intubação

Hospitais e associações médicas alertaram o governo para a queda no estoque de analgésicos, sedativos e bloqueadores musculares usados para a intubação de pacientes em UTIs, que pode durar apenas mais 15 dias no Brasil

Publicado em 21/03/2021 às 15h42
Atualizado em 21/03/2021 às 15h42
Médico com máscara de ventilação mecânica para intubar pacientes
Médico com máscara de ventilação mecânica para intubar pacientes. Crédito: Sergey Mironov/Shutterstock

Diplomatas brasileiros em embaixadas e consulados no exterior receberam mensagem do Itamaraty pedindo para que tentem obter fornecimento, "com máxima urgência", de uma série de medicamentos do chamado "kit intubação".

Hospitais e associações médicas alertaram o governo para a queda no estoque de analgésicos, sedativos e bloqueadores musculares usados para a intubação de pacientes em UTIs, que pode durar apenas mais 15 dias no Brasil.

Esses medicamentos são essenciais para inserir o tubo e manter a ventilação mecânica dos pacientes graves – sem isso, morrem sufocados.

Na mensagem enviada aos postos no exterior, o Itamaraty afirma que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enviou consulta a seus contrapartes em alguns países, mas não obteve resposta. O órgão pede para que os diplomatas pesquisem "a possibilidade de fornecimento dos insumos".

Entre os remédios citados, estão o besilato de atracúrio, midazolam, propofol e fentanila. Muitos deles têm venda estritamente controlada, o que complica a importação.

Com a alta na demanda, o preço dos medicamentos usados para intubação explodiu.

Segundo informações do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, uma ampola de neurobloqueador, que paralisa a musculatura para o corpo "aceitar" o tubo, custava cerca de R$ 2 antes da pandemia. No ano passado, subiu para R$ 17, e, agora, chega a R$ 200 a ampola.

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