Publicado em 7 de maio de 2021 às 18:44
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19 nesta sexta-feira (7). Como esperado, o imunizante aplicado foi a Coronavac, fabricada pelo Instituto Butantan, ligado ao governo paulista. "Todas as vacinas são boas, mas eu tomei aqui a Coronavac", disse o governador. >
A responsável por fazer a aplicação foi a enfermeira Mônica Calazans, a primeira brasileira a ser vacinada contra a Covid-19, no dia 17 de janeiro de 2021, em evento capitaneado por Doria.>
Por ter 63 anos de idade, o governador podia receber o imunizante desde o dia 29 de abril. Nesta quinta-feira (6), pessoas com 60, 61 e 62 anos começaram a ser vacinadas.>
Doria chegou ao Centro de Saúde de Pinheiros, na rua Ferreira Araújo, no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, por volta das 16h. "A vacina da vida, a vacina da fome", disse ao doar uma cesta básica para a campanha "Vacina contra a fome". A primeira-dama Bia Doria, 60, também estava presente e foi vacinada.>
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A expectativa do governador é imunizar toda a população paulista até o final do ano com as remessas enviadas pelo Ministério da Saúde.>
Em entrevista coletiva de imprensa, Doria teceu novas críticas à postura contrária do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação à compra da Coronavac e aos comentários negativos sobre a China, fornecedora do IFA (ingrediente farmacêutico ativo), matéria prima para a produção da vacina no Brasil.>
Em um novo ataque à China, Jair Bolsonaro sugeriu na quarta (5) que o país asiático teria se beneficiado economicamente da pandemia e afirmou que a Covid pode ter sido criada em laboratório –ecoando tese que não encontra respaldo em investigação da OMS sobre as possíveis origens do vírus.>
Em evento para liberação de lote de cerca de 1 milhão de doses da Coronavac na quinta, Doria tinha dito que as afirmações geraram mal-estar na diplomacia chinesa. a direção do Instituto Butantan afirmou no mesmo dia que as declarações afetam a liberação de insumos pelas autoridades daquele país.>
Doria destacou também a postura negacionista do presidente, que aos 66 anos ainda não se vacinou. "Briguei durante meses com o governo federal que não queria comprar essa vacina. O presidente da República disse que não ia comprar e ponto, em alto e bom som. Hoje é a vacina que mais salva vidas. Se não fosse o negacionismo e um esforço contra a vacina, Paulo Gustavo e outras pessoas do Brasil poderiam ter sido salvas. O governo federal fez a opção pela cloroquina.">
A Coronavac corresponde a 7 em cada 10 vacinas contra a Covid-19 aplicadas no Brasil.>
Em relação à falta da segunda doses em diversos municípios de São Paulo, Regiane de Paula, responsável pelo planejamento do Plano Estadual de Imunização, disse que a logística do governo estadual garantia a segunda dose.>
"Se em algum município do estado de São Paulo falta D2 [segunda dose] é porque naquele município por algum motivo foi utilizada a dose dois como a primeira dose. Mas isso não foi preconizado pelo programa estadual de vacinação", disse.>
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