Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Gilvan da Federal vira réu no STF por fala em que deseja morte de Lula
Injúria

Gilvan da Federal vira réu no STF por fala em que deseja morte de Lula

Representante do Espírito Santo, deputado federal do PL agora será alvo de uma ação penal

Publicado em 18 de Agosto de 2026 às 17:25

Redação de A Gazeta

Publicado em 

18 ago 2026 às 17:25

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tornou o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) réu por injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi unâmime. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado por fala em que desejou a morte do petista. 

"Por mim, eu quero mais é que o Lula morra. Eu quero que ele vá para o 'quinto dos inferno' (sic). É um direito meu", disse o deputado federal durante sessão na Comissão de Segurança Pública da Câmara, em abril do ano passado.


"Nem o diabo quer o Lula. É por isso que ele está vivendo aí. Superou o câncer... Tomara que tenha um 'ataque cardia' (sic). Porque nem o diabo quer essa desgraça desse presidente que está afundando nosso País. E eu quero mais é que ele morra mesmo. Que andem desarmados. Não quer desarmar cidadão de bem? Que ele ande com seus seguranças desarmados", prosseguiu.

Deputado federal Gilvan da Federal (PL - ES), durante sessão da Câmara
Deputado federal Gilvan da Federal (PL - ES), durante sessão da Câmara Bruno Spada/ Câmara dos Deputados

O colegiado entendeu que há indícios do crime de injúria porque a imunidade parlamentar não incide sobre falas sem relação com o exercício do mandato. O deputado agora será alvo de uma ação penal. 

"As expressões produzidas não veiculam crítica política, fiscalização de ato de governo ou posicionamento sobre o mérito da proposição legislativa. As expressões teriam sido direcionadas à pessoa do ofendido, e configuram, em tese, ofensa pessoal dissociada da função institucional", afirmou a relatora, Cármen Lúcia.

Votos dos ministros

A relatora foi acompanhada por unanimidade pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. O ministro Cristiano Zanin se declarou suspeito por ter atuado como advogado pessoal de Lula antes de ocupar uma cadeira no Supremo.

"Atualmente, no Brasil, estamos vendo muitos grupos confundindo exercício de direitos com abuso do exercício de direitos. São coisas absolutamente diversas", destacou Moraes.

"A imunidade parlamentar não foi feita para ofender, agredir pessoas. Foi feita para discutir assuntos, fiscalizar os Poderes, e eventualmente, no calor da discussão (se houvesse) algum excesso, esse excesso era afastado. Mas não para que pudesse praticar crimes", ressaltou Moraes.

O que diz o parlamentar

Gilvan da Federal foi procurado pela reportagem de A Gazeta. Em resposta, por meio de nota, o gabinete do parlamentar manifestou "repúdio e profunda indignação" diante da decisão, que apresenta, segundo a defesa, "vícios procedimentais". 


Para o parlamentar, o julgamento ocorreu "em completo apagão público, sem que houvesse publicação prévia de pauta". O documento afirma ainda que teria havido cerceamento da defesa, já que o STF teria impedido o acesso eletrônico aos autos. 


A nota acrescenta que a fala de Gilvan, objeto do processo, "está blindada pela imunidade parlamentar". Também cita atropelo à retratação espontânea do deputado, feita menos de 24 horas após a declaração no Plenário da Câmara; e "desprezo ao exame do caso no foro adequado e competente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa Legislativa, que reconheceu manifesta atipicidade da conduta do Deputado na sua atuação política".


Por fim, o gabinete de Gilvan informa que a assessoria jurídica "já está adotando todas as providências processuais cabíveis junto ao Supremo Tribunal Federal para arguir a nulidade absoluta do julgamento clandestino, garantir a liberação do acesso eletrônico integral aos autos e restabelecer as garantias constitucionais do mandato legitimamente outorgado pelo povo capixaba". 

Com informações da Agência Estadão Conteúdo. 

Atualização

18/02/2025

Após a publicação desta matéria, o gabinete de Gilvan da Federal encaminhou nota à Redação de A Gazeta, comentando a decisão da Primeira Turma do STF. O texto foi atualizado. 

Leia mais sobre Eleições 2026

Ex-prefeito de São Mateus é detido em comitê

Eleições 2026: veja como ficam os serviços de saúde na Grande Vitória

Michelle diz que Bolsonaro vive 'dias mais difíceis' após Damares relatar que ele passou mal

Superlive e apuração em tempo real: veja como será cobertura eleitoral de A Gazeta e CBN

Alcolumbre coloca PEC da escala 6x1 na pauta do Senado na terça-feira (6)

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Horóscopo do dia: previsão para os 12 signos em 03/10/2026
Imagem de destaque
Editais e Avisos - 03/10/2026
Imagem de destaque
Quociente eleitoral: o que é e como funciona a eleição de deputados — e por que a regra pode deixar o mais votado de fora

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados