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Suspeitas

Flávio Bolsonaro diz que operação sobre produtora de 'Dark Horse' não tem 'nada a ver' com o filme

O delegado à frente da investigação citou "consistentes suspeitas" de desvio de recursos públicos da Prefeitura de São Paulo para a produção do filme

Publicado em 01 de Junho de 2026 às 14:11

Agência FolhaPress

Publicado em 

01 jun 2026 às 14:11
Senador Flávio Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro Pedro França/Agência Senado
RIO DE JANEIRO - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, rechaçou nesta segunda-feira (1°) ligação entre a operação da Polícia Civil de São Paulo na sede da produtora Go UP Entertainment e o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro (PL).
Flávio deu uma declaração rápida a jornalistas ao chegar a um evento no Rio. "[Não] tem nada a ver com o filme", disse ao ser questionado sobre a ação policial.
No entanto, como mostrou a Folha de S.Paulo, o delegado à frente da investigação citou "consistentes suspeitas" de desvio de recursos públicos da Prefeitura de São Paulo para a produção do filme no pedido que fez para ter acesso a dados financeiros da empresa.
A Polícia Civil de São Paulo realiza uma operação nesta segunda-feira (1º) na sede da Go UP Entertainment – produtora do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro (PL) –, em um endereço da dona da produtora, Karina Ferreira da Gama, na sede da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e também em uma entidade presidida por Karina, o ICB (Instituto Conhecer Brasil).
A operação, autorizada pela Vara de Garantias do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), decorre de investigação da polícia sobre um contrato entre o ICB e a gestão Ricardo Nunes (MDB) na Prefeitura de São Paulo para o fornecimento de Wi-Fi gratuito.
A investigação trata dos crimes de frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório, fraude na execução de contrato administrativo e emprego irregular de verbas ou rendas públicas, todos previstos no Código Penal.
A Polícia Civil abriu a apuração a partir de requerimento do Ministério Público, originalmente para apurar indícios de irregularidade no contrato de Wi-Fi do ICB, de R$ 108 milhões.
A linha de investigação da polícia até aqui é que o instituto de Karina foi contratado irregularmente pela Prefeitura, por um valor acima do praticado pelo mercado, e que houve pagamentos sem que os serviços fossem prestados. O conjunto de ações teria servido para desviar recursos do município e, segundo a polícia, há suspeita de que parte do dinheiro tenha ido para a produção do filme sobre Bolsonaro.
"Há consistentes suspeitas de confusão patrimonial [entre o instituto e a produtora] e de que os recursos públicos do programa – WiFi Livre SP – tenham sido desviados para custear as atividades de produção do referido filme, utilizando as contas das empresas subcontratadas e das demais organizações sociais geridas pela investigada para a lavagem dos valores desviados do erário de São Paulo", afirma o ofício assinado pelo delegado, que está sob análise da Vara Regional de Garantias do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).
Flávio participa na manhã desta segunda de um evento do projeto Prisma-RJ, na capital fluminense, organizado por pesquisadores da Coppe/UFRJ.
A iniciativa reúne estudos técnicos para implantação da linha 3 do metrô, que prevê a conexão de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí com a cidade do Rio. O projeto teve emenda parlamentar destinada por Flávio, segundo a organização do evento.

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