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Queixas durante filmagem

Filme sobre Bolsonaro teve denúncias de abusos e condições precárias em set

Relatório aponta episódios de assédio moral e agressões físicas e ainda cita comida estragada e cachês de apenas R$ 100 para figurantes

Publicado em 15 de Maio de 2026 às 18:44

Agência FolhaPress

Publicado em 

15 mai 2026 às 18:44
SÃO PAULO - Trabalhadores do audiovisual que participaram da produção do filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, afirmaram ter sofrido episódios de assédio moral, agressões físicas e condições precárias no set durante as filmagens no ano passado.
As queixas fazem parte de um dossiê do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado do São Paulo, o Sated-SP. A entidade diz que os funcionários decidiram não entrar na Justiça por medo de sofrer represálias ou prejuízos profissionais.
Procurada por telefone na manhã desta sexta (15), a produtora brasileira Go Up Entertainment, com sede no estado americano da Califórnia, disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não poderia responder de imediato por estar sobrecarregada com outras demandas.
O ator Jim Caviezel interpreta Jair Bolsonaro em filme
O ator Jim Caviezel interpreta Jair Bolsonaro em filme. Reprodução
De acordo com relatório do Sated-SP, os problemas começavam assim que os figurantes entravam no set. Nesse momento, dizem eles, seguranças faziam revistas íntimas, truculentas e humilhantes. Segundo o documento, um dos profissionais teria aberto um boletim de ocorrência após ter sofrido uma agressão física.
Eles afirmam ainda que havia uma espécie de segregação durante as filmagens. Os profissionais americanos tinham acesso a refeições variadas, com self-service, incluindo café da manhã, almoço e lanche da tarde.
Já a figuração brasileira teria à disposição apenas um kit de lanche por dia, embora as gravações se estendessem por mais de oito horas. Alguns dos profissionais relatam que teriam recebido até comidas estragadas no final de outubro.
O cachê oferecido pela produção também foi alvo de queixas. Segundo os profissionais, os figurantes brasileiros recebiam R$ 100 para participar do filme, com desconto de R$ 10 pelo uso de vans da produção. Já o elenco de apoio recebia R$ 170. Os valores estão abaixo do mercado, segundo as definições do Sated-SP, que convenciona R$ 227,14 para figurantes e R$ 500 para o elenco de apoio.
Com estreia prevista para 11 de setembro, a produção está no centro, agora, de um escândalo envolvendo Daniel Vorcaro e o pré-candidato nestas eleições presidenciais Flávio Bolsonaro.
Na quarta-feira (13), o site The Intercept Brasil divulgou uma gravação em que o último pede ao dono do Banco Master dinheiro para finalizar o filme. Vorcaro teria pago R$ 61 milhões, de um total de R$ 134 milhões acordados, à produção, por meio do filho do ex-presidente.
Em nota, Flávio Bolsonaro confirmou ter pedido dinheiro a Vorcaro para o filme, mas negou ter recebido ou oferecido vantagens. A produtora, por seu lado, negou que o filme sobre Bolsonaro tenha recebido dinheiro de pessoas ou empresas brasileiras, seja verba pública ou privada, e também nega que Daniel Vorcaro tenha repassado qualquer valor à produção do longa-metragem.
O filme traz Jim Caviezel no papel de Bolsonaro. O ator é conhecido por ter interpretado Jesus no longa "A Paixão de Cristo" e por ser apoiador de Donald Trump e suas pautas conservadoras. Ele assume o papel sob a direção de Cyrus Nowrasteh, que tem entre seus trabalhos diversos títulos de teor religioso e político, como "O Jovem Messias".

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