O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) filia-se ao PL de Valdemar Costa Neto na manhã desta terça-feira (30), oficializando sua volta ao centrão. Ele foi eleito em 2018 com discurso crítico a esse grupo e hoje se apoia nele para garantir a governabilidade.
O evento do PL deve ser pequeno e discreto, na sede do partido em Brasília.
O mandatário se afastou dos pilares de combate ao que chamava de "fisiologismo político" que o levaram ao Palácio do Planalto há três anos - assim como seus aliados mais ideológicos e militares. Todos perderam espaço com a chegada de caciques do centrão ao Palácio do Planalto.
A contragosto dos apoiadores de primeira hora, Bolsonaro se filiará ao partido de Valdemar, ex-aliado do PT, condenado e preso no mensalão. O presidente agora volta ao centrão, ao qual pertenceu por décadas, quando foi deputado federal.
Com a filiação, o chefe do Executivo espera encerrar a novela de idas e vindas entre o partido de Valdemar e o PP de Ciro Nogueira (Casa Civil) e Arthur Lira (presidente da Câmara).
A legenda espera filiar, além dos filhos do presidente, ao menos quatro ministros: Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), Tereza Cristina (Agricultura), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Gilson Machado (Turismo).
O presidente não fez convocatória, como de costume, aos seus ministros, ainda que muitos tenham confirmado presença, como Onyx, Marinho, Marcelo Queiroga (Saúde) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral).
Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), candidato dos sonhos de Bolsonaro para o Governo de São Paulo, também participará da cerimônia.
Bolsonaro está há mais de dois anos sem partido, desde que deixou o PSL, pelo qual foi eleito.
* Com informações de Folhapress