Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • Ernesto e diplomata de Biden conversam em novo esforço de aproximação
Relações exteriores

Ernesto e diplomata de Biden conversam em novo esforço de aproximação

A chamada telefônica vinha sendo solicitada pelo Itamaraty, que busca abrir interlocução com as novas autoridades americanas -muitas delas críticas a Bolsonaro

Publicado em 11 de Fevereiro de 2021 às 14:39

Agência FolhaPress

Publicado em 

11 fev 2021 às 14:39
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo
O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
No primeiro contato de alto nível entre os governos de Jair Bolsonaro e Joe Biden, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, conversou no final da manhã desta quinta-feira (11) com o Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken.
A chamada telefônica vinha sendo solicitada pelo Itamaraty, que busca abrir interlocução com as novas autoridades americanas -muitas delas críticas a Bolsonaro.
Segundo interlocutores, os temas abordados pelas duas autoridades foram cooperação regional, ações de combate à pandemia de Covid-19 e conservação ambiental, entre outros itens da agenda bilateral.
A vitória de Biden foi um revés para Bolsonaro, que apoiou abertamente a reeleição de Donald Trump na corrida pela Casa Branca.
O líder brasileiro foi um dos últimos a cumprimentar Biden pela vitória e, poucos dias antes da posse, deu declarações mal vistas por aliados do americano.
Bolsonaro repetiu acusações de Trump -sem provas- de que houve fraude no pleito dos EUA. Em outra frente, Ernesto se referiu aos manifestantes pró-Trump que invadiram o Congresso americano como "cidadãos de bem".
Após a posse de Biden, no entanto, o tom do governo brasileiro mudou e Bolsonaro passou a enviar sinais de conciliação e moderação.
No dia da posse nos EUA, o presidente do Brasil enviou uma carta a Biden na qual defendeu parcerias entre os dois países "em prol do desenvolvimento sustentável e da proteção do meio ambiente".
"Estamos prontos, ademais, a continuar nossa parceria em prol do desenvolvimento sustentável e da proteção do meio ambiente, em especial a Amazônia, com base em nosso Diálogo Ambiental, recém-inaugurado. Noto, a propósito, que o Brasil demonstrou seu compromisso com o Acordo de Paris com a apresentação de suas novas metas nacionais", escreveu Bolsonaro.
A ênfase dada ao tema não foi ao acaso, uma vez que diplomatas preveem que Biden deve colocar forte pressão sobre o Brasil em assuntos ligados à sustentabilidade. O americano colocou o tema como prioridade e indicou John Kerry, ex-candidato a presidente e ex-secretário de Estado, como seu enviado especial para o clima.
Entre políticos do Partido Democrata, Bolsonaro é visto como um líder de tendências autoritárias que não tem compromisso com a preservação da Amazônia.
No final de janeiro, Ernesto também enviou uma mensagem a Blinken. Na correspondência, o chanceler destacou a agenda e os interesses em comum entre os dois países em áreas como as econômica, comercial e ambiental.
O secretário de Estado é o chefe da diplomacia americana e o cargo tem funções semelhantes ao de ministro de Relações Exteriores no Brasil.
A preocupação no Itamaraty é impedir que as diferenças de opinião entre as administrações Bolsonaro e Biden levem o governo brasileiro a perder interlocução com Washington.
Auxiliares do presidente sabem que setores da sociedade civil críticos a Bolsonaro estão tentando estabelecer diálogo com a administração Biden.
No início de fevereiro, um documento elaborado por professores de universidades e diretores de ONGs internacionais foi entregue a membros da administração americana. O informe defende o congelamento de acordos, negociações e alianças políticas com o Brasil enquanto Bolsonaro estiver na Presidência.
No Itamaraty, o dossiê tem sido tratado como uma proposta elaborada fora do governo americano, mas ele reforçou a necessidade de fazer chegar a Washington os argumentos do governo Bolsonaro.
Assessor próximo a Biden, Blinken foi confirmado no cargo pelo Senado em 26 de janeiro.
Especialistas destacam que a agenda da diplomacia americana deve estar centrada nas relações com China e Rússia, além da reaproximação com aliados tradicionais na Europa. Mas o Brasil foi tema recentemente de uma fala da secretária de Imprensa da Casa Branca, Jen Psaki.
Ela foi perguntada sobre o relatório produzido pelas ONGs, mas deu ênfase à parceria comercial entre Estados Unidos e Brasil.
"Nós permanecemos fortemente empenhados numa relação econômica significativa. Somos [os EUA] de longe o maior investidor no Brasil, inclusive em muitas das empresas brasileiras que são mais inovadoras e focadas em crescimento. E nós vamos continuar, nos próximos meses, a fortalecer nossos laços econômicos e a aumentar nossa grande relação comercial, que segue em expansão", disse.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Duas pessoas são presas com carro que havia sido roubado no Sul do ES
Imagem BBC Brasil
As mudanças climáticas vão nos encolher?
Laura garantiu a classificação do Prospê para a segunda fase do Brasileirão Feminino Série A3 com gol olímpico
Prosperidade vence Atlético-BA e garante vaga com gol olímpico

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados