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Em ato com ex-presidentes, Temer diz que China enviará insumos ao Brasil

O ex-presidente, Michel Temer (MDB) afirmou ter falado com o embaixador da China e foi informado que os insumos para produção de vacinas virão ao país.

Publicado em 25/01/2021 às 14h43
Michel Temer, ex-presidente da República
Michel Temer, ex-presidente da República. Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em evento com ex-presidentes da República e o governador João Doria (PSDB), Michel Temer (MDB) afirmou ter falado com o embaixador da China e foi informado que os insumos para produção de vacinas virão ao país.

"Hoje ainda às 11h falei com o embaixador da China no Brasil. Nessa conversa, a notícia que tive é que os insumos estão sendo acondicionados. Há uma pequena questão técnica na China, mas eles virão para o Brasil", disse Temer, que está atuando a pedido do governo estadual junto a representantes do país asiático que produz os insumos.

Doria afirmou que nesta terça-feira (26) haverá uma reunião com chineses para tratar do assunto. "Tudo indica que será uma reunião bastante conclusiva", disse ele, afirmando que haverá posições sobre a questão.

Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB), José Sarney (MDB) e Michel Temer (MDB) participaram do evento –o tucano presencialmente e os dois emedebistas pela internet.

A afirmação foi feita durante evento no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi (zona oeste de São Paulo).

Doria frisou que não se tratava de um evento político, mas institucional, de defesa da vacina. "Convidei todos os ex-presidentes, entendendo que não é um ato político. É um ato de união. A vida dos brasileiros está acima de qualquer sentimento político", disse Doria. Os ex-presidente Fernando Collor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT) não aceitaram.

Doria e FHC fizeram uma foto em frente ao painel, onde eram mostradas as imagens de Temer e Sarney, fazendo o sinal do V com as mãos. Segundo Doria, o "V da vacina".

O primeiro a falar foi o ex-presidente Sarney, que pregou a união em torno da vacina. Ele citou há 30 anos ter participado de um seminário em Xangai, na China, de um seminário em que já se previa que a maior ameaça à humanidade não seria uma guerra nuclear, mas o surgimento de doenças desconhecidas.

"Nos resta, portanto, a esperança para vencer essa tragédia, a vacinação, que deve ser feita com espírito de solidariedade, de união de todos, com colaboração do povo e a nossa fé sem dúvida em deus. É hora de juntarmos esforços para dizer a população brasileira que colavore com a asutoridades sanitárias", disse Sarney.

Parte da fala de Temer ficou inaudível por problemas de áudio. O ex-presidente afirmou agradeceu aos profissionais de saúde, chamando-os de "herois". "Vacinem-se todos. Essa a melhor comemoração que nós podemos fazer no dia do aniversário de São Paulo", diz.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso citou nunca ter visto algo como a pandemia e afirmou lembrar apenas da Segunda Guerra Mundial. "Eu nunca vi coisa semelhante a isso que estamos assistindo agora, e olha que alguns do que estamos aqui somos velhos", disse. "Agora está acontecendo é que esse vírus não perdoa, idade, classe social, nada, ele mata. E a defesa que temos é uma só, a vacina", completou.

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