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Fiocruz negocia importação de vacinas, mas quantidade é indefinida

Prevista inicialmente para chegar ao País ainda este mês, a matéria-prima vinda da China só deverá estar à disposição da Fundação na segunda semana de fevereiro.

Publicado em 25/01/2021 às 14h22
Atualizado em 25/01/2021 às 14h24
Servidor da Fiocruz prepara vacina de Oxford/AstraZeneca para a primeira aplicação no Brasil.
Servidor da Fiocruz prepara vacina de Oxford/AstraZeneca para a primeira aplicação no Brasil. Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

A Fiocruz pretende importar um novo lote de vacinas prontas junto ao Instituto Serum, na Índia, como forma de contornar o atraso da chegada dos insumos para a produção da vacina da Oxford no Brasil. Prevista inicialmente para chegar ao País ainda este mês, a matéria-prima vinda da China só deverá estar à disposição da Fundação na segunda semana de fevereiro.

Na manhã desta segunda-feira (25), a fundação chegou a informar que a intenção era importar mais 10 milhões de doses de vacinas prontas. No início da tarde, contudo, a Fiocruz emitiu comunicado retificando a informação, e declarou que "a negociação segue em andamento e ainda não há um quantitativo acertado".

As novas doses se juntarão aos dois milhões que chegaram da Índia na sexta-feira passada. O novo lote do imunizante ainda está em negociação e, por isso, ainda não há uma data definida de quando ele chegará ao Brasil.

No comunicado, a Fiocruz informou ainda que, em relação ao Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), insumo necessário para iniciar a produção da vacina no Brasil, o acordo com a AstraZeneca prevê o envio de 14 lotes de 7,5 milhões de doses, com intervalo de duas semanas entre cada remessa. O primeiro lote, para a produção de 7,5 milhões de doses, "está pronto para embarque, no local de fabricação, apenas aguardando a emissão da licença de exportação e a conclusão dos procedimentos alfandegários."

A falta de vacinas é um desafio para a campanha de imunização no País. Apesar de a previsão mais recente apontar que a chegada dos insumos à Fiocruz aconteça a partir de 8 de fevereiro, a fundação só poderá liberar as vacinas cerca de três semanas depois, já que existe a necessidade de se fazerem testes.

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