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São Paulo

Doria assina decreto que classifica as igrejas como atividades essenciais

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e explicou que pretende transformar o decreto, que será publicado nesta terça-feira (02) no Diário Oficial, em lei

Publicado em 01 de Março de 2021 às 17:23

Agência Estado

Publicado em 

01 mar 2021 às 17:23
Governador de São Paulo João Doria
Governador de São Paulo, João Doria,explicou que pretende transformar o decreto em lei "para que fique claro que as igrejas têm uma função essencial". Crédito: Flickr/Governo do Estado de São Paulo
governador João Doria assinou um decreto, que será publicado nesta terça-feira (02), no Diário Oficial, que classifica as igrejas como atividades essenciais em todo o Estado de São Paulo durante a pandemia. Ele explicou que pretende transformar o decreto em lei "para que fique claro que as igrejas têm uma função essencial".
"Amanhã o decreto será publicado e vamos transformar isso em lei Igreja, de qualquer natureza, tem uma função esencial, mas não está desobrigada a seguir as orientações sanitárias. As igrejas de qualquer religião têm um papel essencial. Todos sabem que eu sou católico e a oração ajuda muito a aumentar a resiliência e esperança em relação ao futuro", explicou.
Ele reforçou que os templos deverão seguir medidas sanitárias como ocupação limitada dos assentos, distanciamento social, aferição da temperatura na entrada e uso obrigatório de máscaras
Pelo Twitter, o pastor Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus, parabenizou o governador pela decisão. "Temos discordâncias políticas. Reconhecer as religiões como atividade essencial, dentro das normas sanitárias, você acertou!", escreveu.

HISTÓRICO

Na semana passada, o governador havia vetado um projeto de lei do deputado estadual Gil Diniz (sem partido) que reconhecia a atividade religiosa como essencial em tempos de crise, inclusive durante uma pandemia. Pela proposta, os templos deveriam obedecer às determinações do Ministério da Saúde.
A tentativa de incluir igrejas no rol de serviços essenciais começou no início da pandemia. Em 26 de março, o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto permitindo que os templos religiosos fiquem abertos durante a pandemia. A decisão chegou a ser barrada na justiça, mas depois voltou a ser válida.
Com o impasse sobre o que é essencial ou não, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu autonomia aos Estados para que definam as atividades locais essenciais durante a pandemia.

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