Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Delegada da PF tentou barrar ação do Supremo contra aliados de Bolsonaro
Operação de busca

Delegada da PF tentou barrar ação do Supremo contra aliados de Bolsonaro

Denisse Dias alegou 'risco desnecessário' à estabilidade das instituições ao pedir ao ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso, a postergação ou até o cancelamento da ação

Publicado em 19 de Junho de 2020 às 09:59

Redação de A Gazeta

Publicado em 

19 jun 2020 às 09:59
Jair Bolsonaro, Presidente da Republica, acompanhado com Abraham Weintraub, Ministro da Educacao, Pecuaria e Abastecimento, durante uma manifestacao neste domingo (17), fora do Palacio do Planalto
Jair Bolsonaro, Presidente da Republica, acompanhado com Abraham Weintraub, Ministro da Educacao, Pecuaria e Abastecimento, durante uma manifestação no domingo (17), fora do Palacio do Planalto Crédito: MATEUS BONOMI/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO
A delegada da Polícia Federal Denisse Dias Rosas Ribeiro tentou barrar a operação de busca e apreensão contra apoiadores e deputados bolsonaristas suspeitos de envolvimento em atos antidemocráticos.
Denisse alegou "risco desnecessário" à estabilidade das instituições ao pedir ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do caso, a postergação ou até o cancelamento da ação.
Na terça-feira (16), a PF cumpriu 21 mandados de busca e apreensão solicitados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Entre os alvos, um advogado e um marqueteiro ligados à Aliança pelo Brasil, partido que Jair Bolsonaro (sem partido) tenta criar.
O pedido de Denisse, feito em 4 de junho, foi revelado pelo jornal O Globo e confirmado pela reportagem.
"Pela postergação do cumprimento ou pelo recolhimento das ordens já emanadas, a fim de que o direcionamento dos recursos da Polícia Federal seja inicialmente empregado na obtenção de dados de interesse e no preenchimento das diversas lacunas das hipóteses criminais aqui apresentadas", disse ela no pedido.
A delegada, inicialmente responsável por executar os mandados, enviou a manifestação ao STF uma semana após ter recebido a decisão de Alexandre de Moraes, de 27 de maio. A PGR foi contra.
A reportagem não conseguiu contato com a delegada citada. Procurada, a PF não se manifestou.
A resistência de Denisse às medidas atrasou a ação contra aliados do presidente e levou a PGR a pedir o seu afastamento do caso.
A investigação foi aberta em 20 de abril, um dia após a participação de Bolsonaro em um ato a favor da intervenção militar, em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.
Um dos alvos foi o advogado Luís Fernando Belmonte, fundador e segundo vice-presidente do Aliança. Ele admitiu auxílio na organização de ao menos um dos atos antidemocráticos realizados em Brasília.
Moraes determinou também a quebra de sigilo bancário de dez deputados e um senador que fazem parte da base de Bolsonaro no Congresso, com a intenção de seguir o rastro do dinheiro que pode estar financiando os grupos considerados antidemocráticos.
Os alvos da quebra de sigilo bancário são os deputados Daniel Silveira (PSL-RJ), Junio do Amaral (PSL-MG), Otoni de Paula (PSC-RJ), Caroline de Toni (PSL-SC), Carla Zambelli (PSL-SP), Alessandra da Silva Ribeiro (PSL-MG), Beatriz Kicis (PSL-DF), General Girão (PSL-RN), José Guilherme Negrão Peixoto (PSL-SP) e Aline Sleutjes (PSL-PR), além do senador Arolde de Oliveira (PSC-RJ).
Eles negam irregularidades.
O presidente é crítico das ações do STF contra seus aliados e, reiteradamente, faz ameaças e advertências a ministros da corte.
O ministro Celso de Mello, do STF, tornou pública a íntegra do vídeo da reunião ministerial citada pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro como um indício de que o presidente desejava interferir na autonomia da Polícia Federal.
O vídeo da reunião de 22 de abril mostrou grande preocupação de Bolsonaro em ser destituído, tendo o presidente da República revelado, ainda, contar com um sistema de informação particular, alheio aos órgãos oficiais, reforçando as indicações de interferência política na Polícia Federal.
O presidente nega as acusações de Moro.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
O país vizinho do Brasil onde empregados passaram a trabalhar menos e a ganhar mais (com desemprego na mínima histórica)
Imagem de destaque
Eduardo Bolsonaro condenado: como a imprensa internacional noticiou a decisão do STF
Vitrine
Trade Dress: você sabe o que é e por que vale proteger na sua empresa?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados