Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • Conselho pede revogação de normas que citam "tratamento precoce" para Covid
Após declaração

Conselho pede revogação de normas que citam "tratamento precoce" para Covid

O documento cita a fala do ministro Eduardo Pazuello em entrevista coletiva de que a pasta não orienta tratamento precoce, mas sim "atendimento precoce" da doença.

Publicado em 20 de Janeiro de 2021 às 15:30

Agência FolhaPress

Publicado em 

20 jan 2021 às 15:30
O ministro da saúde, Eduardo Pazuello, durante declaração no Palácio do Planalto.
O ministro da saúde, Eduardo Pazuello, durante declaração no Palácio do Planalto. Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Conselho Nacional de Saúde enviou um ofício ao Ministério da Saúde em que pede a revogação de todos os documentos da pasta que orientam sobre "tratamento precoce" com uso de remédios contra a Covid – uma alternativa que não existe até o momento.
Segundo o conselho, que é vinculado ao ministério e formado por usuários, profissionais de saúde e gestores do SUS, a revogação vale para "qualquer instrumento (como nota técnica, nota informativa, orientações, protocolos ou ofícios) que possa indicar o tratamento precoce com a aplicação de medicamentos cuja eficácia e segurança para a Covid-19 não está estabelecida cientificamente e nem aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária."
O documento cita a fala do ministro Eduardo Pazuello em entrevista coletiva de imprensa de que a pasta não orienta tratamento precoce, mas sim "atendimento precoce" . A posição vai na contramão de declarações anteriores do ministro e de documentos da pasta já chancelados por ele.
Um deles é uma nota informativa lançada em maio com orientações para "manuseio medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da Covid" e que indica o uso de hidroxicloroquina e cloroquina, remédios sem eficácia contra a doença.
Esse documento foi elaborado logo após a saída do então ministro Nelson Teich do cargo, motivada por divergências com o presidente Jair Bolsonaro, que pedia a ampliação do uso do medicamento. "Não pode mudar o protocolo agora? Pode e vai mudar", disse o presidente à época.
No ofício, o conselho relembra que a nota já citava o termo "tratamento precoce" e que a pasta vem divulgando dados de distribuição de cloroquina e hidroxicloroquina aos estados contra a Covid.
Questionado pela reportagem sobre o pedido, o ministério ainda não respondeu.
Em coletiva na segunda (18), Pazuello demonstrou irritação ao ser questionado por uma jornalista sobre a cloroquina e negou ter indicado remédios contra a Covid. "Eu nunca indiquei medicamentos a ninguém, nunca autorizei o Ministério da Saúde a fazer protocolos indicando medicamentos", disse.
"Nós defendemos, incentivamos e orientamos que a pessoa doente procure imediatamente o posto de saúde, procure o médico. E que o médico faça o diagnóstico clínico do paciente. Este é o atendimento precoce. Que remédios o médico vai prescrever é foro íntimo do médico com seu paciente. O ministério [da Saúde] não tem protocolos sobre isso, nem poderia ter. Não é missão do ministério definir protocolo para o tratamento. Tratamento é uma coisa, atendimento é outra", declarou, sem mencionar o documento elaborado em maio.
A pasta, no entanto, teve várias iniciativas recentes a favor de remédios como a cloroquina, apesar de estudos indicarem o oposto.
Na semana passada, o próprio Pazuello lançou em Manaus um aplicativo para profissionais de saúde que estimula a prescrição de medicamentos sem eficácia comprovada contra o coronavírus.
Chamado de TrateCOV, o aplicativo sugere a prescrição de hidroxicloroquina, cloroquina, ivermectina, azitromicina e doxiciclina a partir de uma pontuação definida pelos sintomas do paciente após o diagnóstico de Covid.
Também na semana passada, em meio à falta de leitos e de oxigênio para pacientes com Covid-19 em Manaus, a Saúde montou e financiou força-tarefa de médicos defensores do chamado "tratamento precoce" para visitarem Unidades Básicas de Saúde na capital amazônica, conforme revelou o jornal Folha de S.Paulo.
Em dezembro, a pasta também chegou a divulgar um gráfico em que associava, de forma errônea, a redução de mortes por Covid ao documento que orientava sobre a oferta de cloroquina, citando-a como "tratamento precoce". Estudos, no entanto, já demonstraram que o medicamento não tem eficácia contra a Covid.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Capixaba Geovanna Santos é vice-campeã brasileira de ginástica rítmica
Geovanna Santos garante quatro medalhas no Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica
Membros da Igreja da Praia em frente ao tempo, na Praia do Canto
Tradicional igreja evangélica da Praia do Canto comemora meio século
Festival de Inverno de Guaçuí terá shows de Alexandre Pires, Almir Sater e Paulo Ricardo
Festival de Inverno de Guaçuí terá shows de Alexandre Pires, Almir Sater e Paulo Ricardo

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados