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Fraude em cartão de vacina

Celular de Bolsonaro foi apreendido em operação da PF

Ex-presidente é alvo da Operação Venire, do STF, que apura a suposta inserção de dados falsos em sistemas do Ministério da Saúde

Publicado em 03 de Maio de 2023 às 08:06

Agência FolhaPress

Publicado em 

03 mai 2023 às 08:06
BRASÍLIA - Na Operação Venire, determinada pelo Supremo Tribunal Federal por suspeita de fraude em cartões de vacina, o celular de Jair Bolsonaro (PL) foi apreendido na manhã desta quarta-feira (3), segundo a Globo News. A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão no endereço do ex-presidente, além de seis pedidos de prisão, entre esses, do ex-assessores Mauro Cid e Max Guilherme. 
Segundo a colunista Bela Megale  de O Globo, o ex-presidente não deu a senha dos aparelhos aos agentes. Outro colunista desse mesmo jornal, Lauro Jardim, também disse que Bolsonaro tentou contato com o advogado dele, durante a busca e apreensão, mas não conseguiu. 
As medidas são no âmbito de uma investigação sobre uma suposta "associação criminosa constituída para a prática dos crimes de inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas SI-PNI e RNDS do Ministério da Saúde."
"A apuração indica que o objetivo do grupo seria manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas, no caso, sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a Covid-19", afirma a PF.
O ex-presidente Jair Bolsonaro com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro: eles são suspeitos de fraudar informações de vacina Crédito: Isac Nóbrega/PR
De acordo com a Polícia Federal, os alvos da investigação teriam realizado as inserções falsas entre novembro de 2021 e dezembro de 2022 para que os beneficiários pudessem emitir certificado de vacinação para viajar aos Estados Unidos.
A PF diz ainda que as diligências são cumpridas dentro do inquérito das milícias digitais, que tramita no Supremo Tribunal Federal e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.
"Os fatos investigados configuram em tese os crimes de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores".
A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro disse, por meio de suas redes sociais, que ela e o marido, Jair Bolsonaro (PL), não sabem o que motivou a ação que a Polícia Federal fez, na manha desta quarta (3), em um endereço do ex-presidente.

Correção

03/05/2023 - 11:42
Na primeira versão, a matéria dizia que o celular de Michelle Bolsonaro também havia sido apreendido pela Polícia Federal. Mas com a divulgação de novas informações sobre a operação realizada pela Polícia Federal e  após mensagem da própria ex-primeira dama, o texto foi corrigido.

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