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Mas pediu reabertura

Bolsonaro lamenta pela 1ª vez marca de 10 mil mortes por Covid-19

'Eu lamento cada morte que ocorre, a cada hora. Eu lamento', disse o presidente, ao ser questionado pela imprensa. Mas voltou a falar da economia

Publicado em 11 de Maio de 2020 às 20:32

Redação de A Gazeta

Publicado em 

11 mai 2020 às 20:32
Após silenciar ao longo do fim de semana sobre o fato de o Brasil ter atingido a marca de 10 mil mortes em decorrência do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira (11) que lamentava a perda de vidas, mas seguiu defendendo a necessidade de reabrir a economia.
Presidente Jair Bolsonaro em reunião com Paulo Guedes, Presidente do STF e empresários
Presidente Jair Bolsonaro, no último dia 7 em reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, em frente ao STF. Lá, o presidente reclamou dos impactos do combate ao coronavírus Crédito: Marcos Correa/PR
"Eu lamento cada morte que ocorre, a cada hora. Eu lamento", disse o presidente, ao ser questionado pela reportagem no fim da tarde, em entrevista no Palácio da Alvorada. O presidente desceu de seu carro sem máscara, mas depois a colocou, alertando a imprensa para o gesto. ?
A primeira manifestação do governo veio apenas no dia seguinte, através do ministro da Saúde, Nelson Teich. O titular da pasta afirmou que era um dia de alegria, por conta do dia das mães, mas de tristeza por conta das vidas perdidas.
Os presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente Rodrigo Maia (DEM) e Davi Alcolumbre (DEM), decretaram luto oficial de três dias. ?
Após afirmar que lamentava as mortes, Bolsonaro disse que sua resposta deve ser tratar com zelo o recurso público para que os recursos para combater o coronavírus não sejam desperdiçados.
"Agora o que nós todos podemos fazer é tratar com devido zelo o recurso público, porque está tendo denúncia em tudo qualquer lugar, gente presa até pela Polícia Federal, de desvio", disse o presidente.
"Em vez de fazer notinha de pesar, que eu acho válido, tudo bem, eu sou pesaroso a essas questões, mas tem que dar exemplo, pô, gastar menos, gastar com qualidade recurso", completou.

DESEMPREGO

Em seguida, o presidente repetiu sua posição de que o combate à pandemia passa também pela defesa do emprego. Bolsonaro disse que os problemas na economia vão causar outras mortes, por conta da violência.
"Cada percentual que se aumenta o número de desempregos no Brasil, a violência cresce também. Morre gente por outras causas, violência. Então é isso que a gente tem que ver."
Antes do início da pandemia, em dezembro de 2019, o Brasil já tinha 11,6 milhões de desempregados.
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