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Impactos da pandemia

Bolsonaro diz que Enem pode atrasar, mas tem que ser feito em 2020

Na semana passada, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que o exame não seria adiado e que não foi feito para corrigir injustiças

Publicado em 13 de Maio de 2020 às 17:39

Redação de A Gazeta

Publicado em 

13 mai 2020 às 17:39
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fala com jornalistas sobre o vídeo da reunião ministerial realizada nesta terça-feira (22)
"Se for o caso, atrasa um pouco, mas tem que ser aplicado este ano", disse Bolsonaro sobre o Enem  Crédito: Edu Andrade/Fatopress/Folhapress
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quarta-feira (13) que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) pode ser postergado por causa da pandemia do novo coronavírus, mas terá que ser realizado ainda em 2020.
Na semana passada, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que o exame não seria adiado e que não foi feito para corrigir injustiças.
"O Enem, se for o caso, atrasa um pouco, mas tem que ser aplicado este ano", disse Bolsonaro aos jornalistas na porta do Palácio da Alvorada.
Como a Folha de S.Paulo mostrou nesta quarta-feira, não há plano de contingência para realização do Enem caso a pandemia do novo coronavírus se prolongue até novembro, segundo Camilo Mussi, presidente substituto do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), órgão ligado ao Ministério da Educação e responsável pela prova. As inscrições para o exame começaram nesta segunda (11).
De acordo com Mussi, o MEC (Ministério da Educação) e o Inep têm dialogado com o Ministério da Saúde para que decisões sejam tomadas. O presidente do instituto afirmou que não há qualquer possibilidade de o Enem 2020 ser cancelado e que o adiamento seria prejudicial para o acesso de estudantes à universidade, mas confirmou que em até um mês haverá nova reunião com o ministério para reavaliar a situação.
Um funcionário da área técnica do Inep disse à Folha de S.Paulo, em condição de anonimato, que é praxe do instituto criar planos de contingência para eventuais crises, mas que não houve um planejamento específico relacionado à pandemia do novo coronavírus.
Segundo este funcionário, já há atrasos na preparação do órgão para o exame. O edital para contratação da gráfica foi suspenso em abril após uma série de questionamentos realizados por uma gráfica interessada em concorrer. Para ele, se até junho o contrato com a gráfica não estiver sido assinado o risco do Enem atrasar aumenta. Isso porque um dos serviços prestados pela gráfica é a diagramação da prova em um local seguro e isolado -serviço que precisa ser realizado presencialmente.
O funcionário afirma que as equipes responsáveis pela prova estão enfrentando diversos problemas operacionais e que se não conseguirem superá-los pode não haver Enem em 2020.

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