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Após disputa judicial, Bolsonaro entrega exames, que deram negativo

O presidente entregou exames de coronavírus com codinome (Airton Guedes e Rafael Augusto), mas o CPF, o RG e os documentos informados nos papéis são dele. Confira os laudos

Publicado em 13/05/2020 às 15h47
Atualizado em 13/05/2020 às 15h47
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fala com jornalistas sobre o vídeo da reunião ministerial realizada nesta terça-feira (22)
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizou três exames, usando outros nomes. Os três, de acordo com laudos entregues ao STF, deram negativo . Crédito: Edu Andrade/Fatopress/Folhapress

Os exames apresentados pela defesa do presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) mostram que o chefe do Poder Executivo não estava infectado pelo novo coronavírus na época dos testes. O presidente entregou exames com codinome (Airton Guedes e Rafael Augusto), mas o CPF, o RG e os documentos informados nos papéis são de Bolsonaro.

Os exames foram divulgados depois de o jornal "O Estado de S. Paulo" entrar com uma ação no STF, para obrigar que informação fosse divulgada para a sociedade brasileira em nome do interesse público em torno da saúde do presidente. A Justiça Federal de São Paulo e o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) garantiram ao "Estadão" o direito de ter acesso aos documentos.

O site do Estadão publicou, nesta terça, os laudos. Dos três exames, dois foram feitos no Sabin e um no Fiocruz.

Exames de coronavírus de Bolsonaro

Para o advogado do "Estadão" Afranio Affonso Ferreira Neto, “mais do que a liberdade de expressão e o direito de informar”, trata-se do “direito a receber informação”. “Um direito que não é titulado pela imprensa, mas pela coletividade”, afirmou Ferreira Neto.

No mês passado, o presidente disse que era prática corriqueira o uso de codinome para fazer exames. “Eu sempre falei com o médico: ‘Bote o nome de fantasia porque pode ir pra lá, Jair Bolsonaro’ já era manjado, principalmente em 2010, quando comecei a aparecer muito, né. Alguém pode fazer alguma coisa esquisita. Em todo exame que eu faço tem um código”, afirmou Bolsonaro em entrevista à imprensa.

Em 2010, no entanto, o presidente ainda ocupava o cargo de deputado federal, sem chegar à Presidência da República e governar todos os brasileiros.

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