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CPI da Covid

Bolsonaro critica Barroso e diz que governadores "fizeram festa" com recursos

Plenário do STF discute nesta quarta (14) decisão do ministro que obrigou Senado a instalar CPI da Covid, que vai focar atuação do governo federal e repasse a Estados e municípios

Publicado em 14 de Abril de 2021 às 14:32

Agência Estado

Publicado em 

14 abr 2021 às 14:32
Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar sobre a "interferência" junto ao Legislativo.  Crédito: Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, para que fosse aberta a CPI da Covid no Senado foi "interferência" junto ao Legislativo, com o objetivo de atingi-lo. Nesta quarta-feira, o plenário do STF decidirá se referenda ou não a determinação de Barroso, cumprida ontem pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).
"É uma interferência, sim, desse ministro (Barroso) junto ao Senado, para me atingir. Agora, repito: a temperatura está subindo e a população está em uma situação cada vez mais complicada", afirmou. "Há alguma notícia de desvio da minha parte? Uma que seja (dizendo que) desviei R$ 1? Zero. O autor da proposta de CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), (disse servir para) 'apurar as omissões do presidente'. É fazer palanque. Eu não vou interferir, nem posso, nem iria interferir no Senado Federal", disse Bolsonaro na manhã desta quarta-feira (14), para apoiadores no Palácio da Alvorada.
O presidente também cobrou que CPI sirva para investigar governadores e prefeitos. "Por que investigar omissões minhas e não de quem pegou dinheiro na ponta da linha?", argumentou. "Mandamos recursos e fizeram hospitais de campanha maravilhosos", disse. "Não são todos (os governadores). É uma minoria, mas fizeram a festa", completou. O presidente do Senado apensou os dois requerimentos de CPI num só, ou seja, uniu as demandas e definiu o escopo das investigações sobre as ações e omissões do governo federal, com destaque para a crise em Manaus, no início do ano, e repasses a Estados e municípios. A apuração sobre os repasses atendeu, em parte, a um apelo do presidente,e o requerimento específico para isso foi elaborado no início da semana.
Bolsonaro afirmou também que aguarda "uma sinalização do povo" para "tomar providências" a respeito das consequências econômicas causadas pela pandemia da covid-19, entre elas o aumento da fome e da miséria. Ao comentar a atuação do Supremo Tribunal Federal, Bolsonaro disse que não quer brigar com ninguém, mas, segundo ele, "estamos na iminência de ter um problema sério no Brasil".

KAJURU

No domingo (11), o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou conversa telefônica gravada com Bolsonaro. O presidente pediu para que fossem protocolados pedidos de impeachment contra ministros do STF e ampliado o escopo da CPI para que incluísse governadores e prefeitos. Nesta manhã, Bolsonaro disse que Kajuru o procurou para informá-lo sobre a divulgação do áudio e o presidente relatou que não respondeu nada. "Fiquei quieto. O cara me gravou. Vou falar o que com ele? Fiquei quieto e desliguei o telefone".
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