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Em resposta a depoimento

Bolsonaro acusa Moro de vazar relatórios e fala em crime

Após vazamento de depoimento, o presidente acusou o ex-ministro Sergio Moro de vazar relatórios sigilosos para a imprensa e citou Lei de Segurança Nacional.

Publicado em 05 de Maio de 2020 às 18:46

Redação de A Gazeta

Publicado em 

05 mai 2020 às 18:46
Com a manchete do jornal Folha de S. Paulo, Bolsonaro atacou jornalistas
Com a manchete do jornal Folha de S. Paulo, Bolsonaro atacou jornalistas Crédito: Pedro Ladeira/ Folhapress
O presidente Jair Bolsonaro acusou nesta terça-feira (5) o ex-ministro da Justiça Sergio Moro de vazar relatórios sigilosos a veículos de imprensa e ressaltou que a iniciativa pode se enquadrar na Lei de Segurança Nacional.
"Ele [Moro] tinha peças de relatórios parciais de coisas que eu passava para ele", disse. "E entregava para a Globo. Isso é crime federal, talvez incurso na lei de Segurança Nacional", acrescentou o presidente.
Na entrada do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse ainda que não tentou interferir na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro e que em nenhum momento pediu acesso a relatório sigilosos.
"Não houve crime", disse. "É mentira atrás de mentira."
O presidente afirmou que lerá ainda nesta terça-feira o depoimento concedido por Moro à Polícia Federal e que se reunirá com seu advogado para tomar providências.
Em depoimento à Polícia Federal no último sábado (2), o ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmou que o presidente Jair Bolsonaro pediu a ele no começo de março deste ano a troca do chefe da Polícia Federal no Rio de Janeiro.
"Moro você tem 27 Superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro", disse Bolsonaro a Moro, por mensagem de WhatsApp, segundo transcrição do depoimento do ex-ministro à PF.
Os investigadores perguntaram a Moro se ele identificava nos fatos apresentados em seu pronunciamento de saída do governo alguma prática de crime por parte de Bolsonaro. O ex-ministro disse que os fatos narrados por ele são verdadeiros, mas não afirmou se o presidente teria cometido algum crime.
"Quem falou em crime foi a Procuradoria-Geral da República na requisição de abertura de inquérito e agora entende que essa avaliação, quanto à prática de crime, cabe às instituições competentes", disse Moro.
Segundo Moro disse em depoimento, o então diretor da PF, Maurício Valeixo, "declarou que estava cansado da pressão para a sua substituição e para a troca do SR/RJ". "Que por esse motivo e também para evitar conflito entre o presidente e o ministro o diretor Valeixo disse que concordaria em sair", afirmou o ex-ministro.
De acordo com Moro, em seguida o presidente Bolsonaro "passou a reclamar da indicação da Superintendente de Pernambuco". Segundo ele, "os motivos da reclamação devem ser indagados ao Presidente da República".
Segundo o ex-ministro, "o presidente lhe relatou verbalmente no Palácio do Planalto que precisava de pessoas de sua confiança, para que pudesse interagir, telefonar e obter relatórios de inteligência".

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